PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Ao operar um paciente vítima de ferimento por arma branca na zona 3 de Monson, o cirurgião geral precisou abordar a artéria carótida interna distal para conter o sangramento. Para tanto, foi necessário seccionar algumas estruturas, entre elas, um nervo que cruzava o pescoço pouco acima da bifurcação carotídea. Quais os limites da zona 3 de Monson? Qual é o nervo compatível com a descrição e qual déficit neurológico se espera no pós-operatório?
Zona 3 Monson = Ângulo da mandíbula ao mastoide; Lesão do Hipoglosso → Língua desvia para o lado lesado.
A Zona 3 de Monson compreende a região acima do ângulo da mandíbula; o nervo hipoglosso cruza a carótida nesta área e sua lesão causa paralisia da musculatura ipsilateral da língua.
O manejo do trauma cervical penetrante evoluiu da exploração obrigatória para o manejo seletivo baseado em sinais de 'hard signs' (sangramento ativo, hematoma pulsátil, déficit neurológico). A Zona 3 é particularmente desafiadora por abrigar a transição da carótida para o canal carotídeo. O nervo hipoglosso é uma estrutura vital que cruza as artérias carótidas interna e externa logo acima da bifurcação, sendo vulnerável em explorações distais. O conhecimento preciso da anatomia regional é imperativo para o cirurgião de trauma evitar iatrogenias durante o controle vascular de emergência.
A Zona 3 de Monson estende-se do ângulo da mandíbula até a base do crânio (processo mastoide). É uma região de difícil acesso cirúrgico devido à proteção óssea da mandíbula e da base do crânio, contendo estruturas críticas como a artéria carótida interna distal, a veia jugular interna e os nervos cranianos baixos (IX, X, XI e XII).
A lesão do nervo hipoglosso (XII par craniano) resulta em paralisia e eventual atrofia da musculatura intrínseca e extrínseca da metade ipsilateral da língua. Ao solicitar que o paciente protrua a língua, ela desviará para o lado da lesão, devido à ação não oposta do músculo genioglosso do lado íntegro.
As zonas de Monson ajudam a guiar a suspeita diagnóstica e a via de acesso cirúrgico. Ferimentos na Zona 2 são mais fáceis de explorar cirurgicamente. Ferimentos nas Zonas 1 e 3 frequentemente requerem exames de imagem avançados (como angiotomografia) ou manobras cirúrgicas complexas (como subluxação da mandíbula na Zona 3) devido à dificuldade de controle vascular.
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