INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma mulher com 18 anos de idade dá entrada na Unidade de Emergência com ferimento cervical por arma branca. A paciente encontra-se consciente e orientada, porém muito assustada. À admissão, os sinais vitais da paciente são: saturação de O₂ = 96%; pressão arterial = 110 x 75 mmHg; frequência respiratória = 22 irpm; frequência cardíaca = 112 bpm. O exame do pescoço evidencia um ferimento lacerocontuso de 1,5 cm, não sangrante, sem escape de ar ou saliva, localizado em zona II à direita. Nesse caso, a conduta adequada a ser adotada na Unidade de Emergência é:
Ferimento cervical penetrante (violação do platisma) em Zona II → Exploração cirúrgica.
A conduta clássica em ferimentos cervicais por arma branca que ultrapassam o músculo platisma na Zona II é a exploração cirúrgica (cervicotomia), devido ao risco de lesões ocultas em estruturas vitais.
O trauma cervical é desafiador devido à alta densidade de estruturas vitais (vasculares, aerodigestivas e neurológicas). A Zona II é a região mais frequentemente lesionada, mas também a mais acessível cirurgicamente. Historicamente, a exploração mandatória para qualquer lesão que viole o platisma em Zona II era a regra. Atualmente, muitos centros adotam o 'manejo seletivo' baseado em exames de imagem (angiotomografia) para pacientes estáveis sem 'hard signs' (sangramento ativo, hematoma expansivo, choque, enfisema subcutâneo). No entanto, para fins de prova e protocolos tradicionais, a exploração cirúrgica após confirmação de violação do platisma permanece uma resposta padrão correta.
É qualquer ferimento que ultrapasse a fáscia cervical superficial, representada pelo músculo platisma.
Zona I: da fúrcula esternal à cartilagem cricoide. Zona II: da cricoide ao ângulo da mandíbula. Zona III: do ângulo da mandíbula à base do crânio.
Se a exploração sob anestesia local confirmar que o platisma está íntegro, o ferimento é considerado superficial e pode ser tratado com limpeza e sutura simples.
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