Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
A infecção por Zika vírus no ciclo gravídico-puerperal tem pior prognóstico fetal quando acontece:
Infecção por Zika vírus no primeiro trimestre gestacional → maior risco de microcefalia e síndrome congênita do Zika.
A infecção por Zika vírus durante o primeiro trimestre da gravidez está associada ao pior prognóstico fetal, com maior risco de desenvolvimento da Síndrome Congênita do Zika, que inclui microcefalia e outras malformações neurológicas graves, devido à intensa neurogênese nesse período.
A infecção por Zika vírus durante a gravidez representa um grave risco para o desenvolvimento fetal, sendo a principal causa da Síndrome Congênita do Zika (SCZ). A SCZ é um conjunto de anomalias congênitas, com destaque para a microcefalia grave, que emergiu como uma crise de saúde pública global. A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, mas também pode ser sexual ou vertical. A fisiopatologia da SCZ envolve o tropismo do Zika vírus por células neurais progenitoras, interferindo na neurogênese e causando apoptose celular, resultando em danos cerebrais. O período mais crítico para a infecção e o desenvolvimento de malformações graves é o primeiro trimestre da gestação, quando o sistema nervoso central está em intensa formação. A infecção nesse período pode levar a uma interrupção severa do desenvolvimento cerebral, resultando em microcefalia e outras anomalias estruturais. O diagnóstico da infecção materna é feito por testes sorológicos ou moleculares. O manejo da gestante exposta ou infectada inclui monitoramento ultrassonográfico seriado para avaliar o crescimento e desenvolvimento fetal, especialmente do crânio e cérebro. Não há tratamento específico para a infecção por Zika, e o foco é na prevenção e no manejo das complicações fetais. O prognóstico para fetos afetados no primeiro trimestre é geralmente reservado, com sequelas neurológicas significativas.
A Síndrome Congênita do Zika é caracterizada principalmente por microcefalia grave, mas também pode incluir outras anomalias cerebrais como calcificações intracranianas, ventriculomegalia, malformações oculares, artrogripose e disfunção do sistema nervoso central.
O primeiro trimestre é o período de maior risco porque é quando ocorre a organogênese e a neurogênese intensa. O Zika vírus tem tropismo por células neurais progenitoras, e a infecção nesse estágio crítico do desenvolvimento cerebral pode levar a danos irreversíveis e malformações graves, como a microcefalia.
As recomendações incluem evitar viagens para áreas com transmissão ativa do vírus, usar repelentes eficazes, roupas que cubram a maior parte do corpo, e eliminar focos de água parada para combater o mosquito Aedes aegypti. O acompanhamento pré-natal deve ser rigoroso, com ultrassonografias seriadas para monitorar o desenvolvimento fetal.
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