HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2017
"Método: Foram acompanhadas mulheres grávidas que tiveram rash cinco dias antes e testadas, em sangue e urina, para ZIKA vírus por PCR. Posteriormente as seguimos para obter dados da gestação e da criança após nascimento. Resultados: Um total de 345 mulheres foram acompanhadas de Setembro de 2015 até Maio de 2016; destas 182 (53%) foram testadas positivo para ZIKA vírus em sangue, urina ou ambos. O tempo de infecção aguda foi da sexta à trigésima nona semana de gestação. Os principais sintomas maternos foram: rash pruriginoso macular ou papulo-macular descendente, artralgias e cefaleia; 27% tiveram febre (curto período e baixa). Em julho de 2016, um total de 135 grávidas infectadas e 73 não infectadas completaram a gestação com resultado conhecido em 125 infectadas e 61 não infectadas grávidas. Infecção com chikungunya vírus foi identificada em 42% das mulheres sem infecção por ZIKA e 3% das mulheres com infecção por ZIKA (P < 0,001). Taxas de morte fetal foram de 7% em o ambos os grupos, eventos adversos foram 46% entre filhos de mães infectadas com ZIKA vírus versus 11,5% entre as mães não infectadas (P < 0,001). Entre 117 crianças que nasceram das 116 mães infectadas por ZIKA vírus, 42% nasceram com anormalidades clínicas ou de imagem no cérebro, incluindo quadro de microcefalia. Estes achados foram independentes do trimestre que ocorreu a infecção." Qual é o agravo avaliado neste estudo?
Infecção materna por ZIKA → ↑ risco de anormalidades cerebrais fetais (microcefalia).
O estudo avalia o agravo da exposição fetal ao ZIKA vírus, demonstrando a correlação entre a infecção materna e o risco aumentado de anormalidades neurológicas e microcefalia no feto, independentemente do trimestre da infecção.
O ZIKA vírus emergiu como uma preocupação global de saúde pública, especialmente devido à sua associação com a Síndrome Congênita do ZIKA. A infecção, transmitida principalmente por mosquitos Aedes aegypti, pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves e inespecíficos em adultos, como rash, artralgia e febre baixa. No entanto, o impacto na gestação é o ponto central de sua relevância clínica. A fisiopatologia envolve a capacidade do vírus de atravessar a barreira placentária e infectar as células neurais em desenvolvimento do feto. O diagnóstico da infecção materna é feito por PCR em sangue ou urina. O estudo apresentado destaca a alta taxa de eventos adversos e anormalidades cerebrais, incluindo microcefalia, em filhos de mães infectadas, sublinhando a gravidade da exposição fetal ao vírus. O manejo de gestantes expostas ao ZIKA envolve vigilância rigorosa, com ultrassonografias seriadas para monitorar o desenvolvimento fetal. O prognóstico para fetos afetados pode ser grave, com sequelas neurológicas permanentes. A prevenção da infecção em gestantes, através do controle do vetor e uso de repelentes, é a medida mais eficaz para mitigar os riscos.
Os sintomas maternos incluem rash pruriginoso macular ou papulo-macular descendente, artralgias e cefaleia, com febre em uma minoria dos casos.
A principal complicação é a microcefalia e outras anormalidades clínicas ou de imagem no cérebro do feto.
O estudo indica que os achados de anormalidades fetais foram independentes do trimestre em que ocorreu a infecção materna.
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