Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
Gestante, 11 semanas, procura a UBS referindo quadro de febre baixa, erupção cutânea pruriginosa e conjuntivite não purulenta. A arbovirose mais provável e a principal preocupação associada é:
Gestante 11 semanas + febre baixa, rash, conjuntivite → Zika vírus, principal preocupação é microcefalia fetal.
A tríade de febre baixa, exantema maculopapular pruriginoso e conjuntivite não purulenta em gestante é altamente sugestiva de infecção por Zika vírus. A principal preocupação, especialmente no primeiro trimestre, é o risco de síndrome congênita do Zika, com microcefalia e outras malformações neurológicas graves no feto.
O Zika vírus é uma arbovirose transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, mas também por via sexual e vertical. A infecção em gestantes ganhou notoriedade mundial devido à sua associação com a Síndrome Congênita do Zika (SCZ), caracterizada por microcefalia e outras malformações neurológicas graves no feto, representando um sério problema de saúde pública. Os sintomas da infecção por Zika são geralmente leves e autolimitados, incluindo febre baixa, exantema maculopapular pruriginoso, conjuntivite não purulenta, artralgia e mialgia. No entanto, a infecção durante a gravidez, especialmente no primeiro e início do segundo trimestre, é de grande preocupação devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento da SCZ, com consequências devastadoras para o desenvolvimento fetal. A conduta em gestantes com suspeita de Zika envolve a confirmação diagnóstica por PCR e/ou sorologia, além de acompanhamento pré-natal rigoroso com ultrassonografias seriadas para monitorar o desenvolvimento fetal, especialmente o crescimento da cabeça e a presença de calcificações intracranianas. O aconselhamento sobre os riscos e o manejo multidisciplinar são fundamentais para as gestantes afetadas e suas famílias.
Os sintomas mais comuns incluem febre baixa, exantema maculopapular pruriginoso, conjuntivite não purulenta, artralgia e mialgia. No entanto, muitos casos são assintomáticos, o que dificulta o diagnóstico clínico.
O maior risco de malformações congênitas, especialmente microcefalia e outras anomalias cerebrais, ocorre quando a infecção materna acontece no primeiro e início do segundo trimestre da gestação, período de intensa neurogênese fetal.
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, como PCR para detecção do RNA viral em amostras de sangue ou urina, e sorologia (IgM e IgG) para identificar anticorpos específicos, sendo o PCR mais útil na fase aguda da infecção.
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