CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
Paciente da figura abaixo sofreu corte palpebral em acidente automobilístico e evoluiu com linha fibrótica de retração cicatricial, causando ectrópio passível de tratamento com zetaplastia. Assinale a alternativa que contenha a marcação adequada da programação cirúrgica:
Zetaplastia → Ramo central sobre a cicatriz + ramos laterais a 60° para alongamento máximo.
A zetaplastia é uma técnica de transposição de retalhos triangulares usada para alongar cicatrizes lineares que causam tração (como o ectrópio), redirecionando a tensão cicatricial.
A zetaplastia é um dos princípios fundamentais da cirurgia plástica reconstrutiva. Na região palpebral, onde a anatomia é delicada e a função de proteção ocular é vital, a correção de bridas cicatriciais é essencial para restaurar o posicionamento da pálpebra contra o globo ocular. A marcação correta (Alternativa C) mostra o ramo central seguindo a linha de tração e os ramos laterais posicionados para permitir a transposição. Além do ganho de comprimento, a técnica quebra a linha reta da cicatriz, tornando-a mais estética e menos propensa a novas retrações. O sucesso depende da preservação do suprimento sanguíneo nos ápices dos triângulos e de uma dissecção cuidadosa do tecido fibrótico subjacente.
A zetaplastia consiste na criação de dois retalhos triangulares adjacentes que são transpostos (trocados de lugar). O ramo central do 'Z' é posicionado exatamente sobre a linha da cicatriz ou de tração. Ao transpor os retalhos, a cicatriz é alongada e sua direção é alterada, o que alivia a tensão vertical que estava puxando a pálpebra para fora (ectrópio).
O ângulo clássico e mais eficiente é de 60 graus em relação ao ramo central. Esse ângulo proporciona um ganho teórico de comprimento de aproximadamente 75% na direção do ramo central original. Ângulos menores dão menos ganho, e ângulos maiores tornam a transposição dos retalhos muito difícil e arriscada para a vascularização da ponta do retalho.
Ela é indicada principalmente em ectrópios cicatriciais causados por bandas fibróticas lineares (como após traumas ou queimaduras) que exercem tração vertical. Não é a técnica de escolha para ectrópios involucionais (por frouxidão horizontal) ou quando há perda extensa de tecido cutâneo, onde enxertos de pele seriam mais adequados.
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