Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Os pacientes com Dermatite Atópica DA têm barreira cutânea suscetível à xerose, que trata-se de:
Xerose na Dermatite Atópica = ressecamento patológico da pele/mucosas, predispondo a inflamação e prurido por irritantes/alérgenos.
A xerose é um componente central da dermatite atópica, caracterizada por um ressecamento patológico da pele e/ou mucosas. Essa disfunção da barreira cutânea torna a pele mais vulnerável à penetração de irritantes ambientais e alérgenos, desencadeando uma resposta inflamatória e o sintoma cardinal da DA, o prurido.
A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, lesões eczematosas e xerose. Afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência crescente, especialmente em crianças. A fisiopatologia da DA é complexa e envolve uma interação de fatores genéticos, disfunção da barreira cutânea, desregulação imunológica e fatores ambientais. A xerose, ou ressecamento patológico da pele, é uma característica central da DA e um dos principais contribuintes para a disfunção da barreira cutânea. Essa barreira comprometida, muitas vezes associada a deficiências de proteínas como a filagrina, resulta em aumento da perda de água transepidérmica e maior suscetibilidade à penetração de irritantes, alérgenos e microrganismos. A exposição a esses agentes externos através da barreira cutânea deficiente desencadeia uma resposta imune Th2-mediada, levando à inflamação e ao prurido característicos da DA. O manejo da xerose é fundamental no tratamento da DA, envolvendo hidratação intensiva com emolientes, uso de sabonetes suaves e medidas para evitar irritantes, visando restaurar a integridade da barreira cutânea e reduzir a inflamação.
A xerose, ou ressecamento patológico da pele, é uma característica fundamental da dermatite atópica. Ela reflete uma disfunção da barreira cutânea, que permite maior perda de água transepidérmica e facilita a penetração de irritantes e alérgenos, desencadeando a resposta inflamatória.
A barreira cutânea comprometida na dermatite atópica, muitas vezes devido a mutações no gene da filagrina, resulta em uma pele mais permeável. Isso leva à desidratação (xerose) e à maior exposição a substâncias externas, ativando o sistema imune e perpetuando a inflamação e o prurido.
O manejo da xerose na dermatite atópica envolve hidratação intensiva e regular da pele com emolientes e cremes hidratantes, especialmente após o banho. Evitar banhos muito quentes e prolongados, usar sabonetes suaves e umidificadores de ambiente também são medidas importantes para restaurar a barreira cutânea.
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