Xantomas e Dislipidemias: Associações Clínicas Essenciais

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Xantomas e xantelasmas podem ser idiopáticos ou um sinal de anormalidade herdada do metabolismo da lipoproteína (dislipidemia primária), hiperlipidemia secundária a doença sistêmica ou medicação, ou doença hematológica. A lesão cutânea que não representa a manifestação mais característica da patologia especificada acima, é:

Alternativas

  1. A) Xantomas eruptivos – Hipertrigliceridemia familiar.
  2. B) Xantomas interdigitais– Hipercolesterolemia familiar homozigota.
  3. C) Xantoma palmar – Disbetalipoproteinemia familiar.
  4. D) Xantomas tuberosos – Hipertrigliceridemia familiar homozigota.
  5. E) Xantomas planos – Colangite esclerosante primária.

Pérola Clínica

Xantomas tuberosos → Hipercolesterolemia familiar heterozigota, NÃO hipertrigliceridemia familiar homozigota.

Resumo-Chave

A questão aborda as manifestações cutâneas de dislipidemias e outras condições. É crucial associar corretamente cada tipo de xantoma à sua patologia subjacente, pois a correlação errada pode levar a erros diagnósticos e terapêuticos. Xantomas tuberosos são mais característicos de hipercolesterolemia familiar.

Contexto Educacional

Xantomas e xantelasmas são manifestações cutâneas de depósitos de lipídios, que podem ser idiopáticos ou, mais frequentemente, um sinal de dislipidemia primária ou secundária. A identificação correta do tipo de xantoma pode fornecer pistas valiosas para o diagnóstico da dislipidemia subjacente, sendo crucial para a prática clínica e para provas de residência. A fisiopatologia envolve o acúmulo de lipoproteínas em macrófagos na derme, formando células espumosas. Xantomas eruptivos, por exemplo, são pápulas amareladas que surgem rapidamente e indicam hipertrigliceridemia grave. Xantomas tuberosos são nódulos indolores em superfícies extensoras, característicos da hipercolesterolemia familiar. O xantoma palmar é patognomônico da disbetalipoproteinemia familiar. O tratamento dos xantomas está intrinsecamente ligado ao manejo da dislipidemia subjacente, que pode incluir mudanças no estilo de vida e terapia farmacológica com estatinas, fibratos ou outros hipolipemiantes. O prognóstico depende do controle da dislipidemia e da prevenção de eventos cardiovasculares associados. A correta associação entre o tipo de xantoma e a dislipidemia é um ponto chave para o residente.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de xantomas e suas associações com dislipidemias?

Xantomas eruptivos são associados à hipertrigliceridemia, xantomas tuberosos à hipercolesterolemia familiar, xantoma palmar à disbetalipoproteinemia familiar e xantomas planos a diversas condições, incluindo colangite biliar primária.

Como diferenciar xantomas eruptivos de tuberosos?

Xantomas eruptivos são pápulas amareladas, pequenas, que surgem rapidamente em superfícies extensoras e nádegas, associadas a triglicerídeos muito elevados. Xantomas tuberosos são nódulos maiores, indolores, em articulações, associados a hipercolesterolemia crônica.

Xantelasmas sempre indicam dislipidemia?

Não, xantelasmas são depósitos de colesterol nas pálpebras que podem ser idiopáticos ou um sinal de dislipidemia. É importante investigar o perfil lipídico, mas nem todos os pacientes terão alterações.

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