CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
Macrófagos agrupados, carregados de lipídios e tendo o citoplasma com vacúolos localizados abaixo da epiderme podem ser encontrados na biópsia de um paciente que apresente:
Macrófagos com lipídios (vacuolados) subepidérmicos = Xantelasma.
O xantelasma é caracterizado por ninhos de macrófagos carregados de lipídios (células espumosas) na derme superficial, frequentemente associado a distúrbios metabólicos.
O xantelasma é a forma mais comum de xantoma cutâneo e ocorre tipicamente nas pálpebras superiores e inferiores, próximo ao canto interno. Histologicamente, a epiderme sobrejacente costuma ser normal, e o diagnóstico diferencial inclui hiperplasia sebácea e siringomas. Para o médico residente, a identificação histológica de 'macrófagos vacuolados' é a chave para questões de patologia dermatológica e oftalmológica. A presença dessas células indica um processo de deposição lipídica extravascular, mediado por macrófagos que tentam processar o excesso de colesterol tecidual.
Células xantomatosas, ou células espumosas, são macrófagos que fagocitaram lipídios (principalmente colesterol). Na análise histopatológica, o citoplasma dessas células aparece vacuolado ou 'espumoso' porque os lipídios são dissolvidos durante o processamento rotineiro com parafina, deixando espaços vazios.
No xantelasma palpebral, esses macrófagos carregados de lipídios agrupam-se predominantemente na derme superficial (subepidérmica), muitas vezes ao redor de vasos sanguíneos e anexos cutâneos. Diferente de outros xantomas, eles não costumam atingir as camadas profundas da derme ou o tecido subcutâneo.
Além do tratamento estético (excisão cirúrgica, laser ou peeling químico), é mandatório realizar um perfil lipídico sistêmico. Embora muitos pacientes sejam saudáveis, o xantelasma pode ser um marcador cutâneo de hiperlipoproteinemia tipo II ou IV, indicando maior risco cardiovascular.
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