CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
As lesões palpebrais mostradas na foto correspondem a:
Xantelasma = Depósito de lipídios/colesterol em pálpebras (frequentemente bilateral e medial).
O xantelasma palpebral é caracterizado por placas amareladas causadas pelo acúmulo de macrófagos carregados de lipídios na derme, frequentemente associado a dislipidemias sistêmicas.
O xantelasma é a forma mais comum de xantoma cutâneo e ocorre tipicamente em adultos de meia-idade ou idosos. Localiza-se preferencialmente no canto interno das pálpebras superiores e inferiores. Fisiopatologicamente, representa uma infiltração granulomatosa de macrófagos carregados de ésteres de colesterol. Na prática clínica, a presença de xantelasma deve alertar o médico para a possibilidade de distúrbios do metabolismo lipídico, como a hipercolesterolemia familiar. O manejo envolve tanto a abordagem estética da lesão quanto a avaliação cardiovascular sistêmica do paciente para mitigar riscos associados à dislipidemia.
O xantelasma é causado pelo depósito de lipídios, principalmente colesterol, na derme da pálpebra. Embora muitos pacientes apresentem níveis normais de lipídios séricos, cerca de 50% dos casos estão associados a dislipidemias, como hipercolesterolemia. O processo envolve a migração de macrófagos que fagocitam lipídios circulantes, transformando-se em células espumosas que se acumulam no tecido conjuntivo perivascular da pálpebra.
O diagnóstico é predominantemente clínico pela aparência característica de placas amareladas, macias e bem delimitadas. Deve-se diferenciar de siringomas (pápulas cor da pele), hiperplasia sebácea e neoplasias como o carcinoma basocelular ou sebáceo. A biópsia é raramente necessária, mas indicada se houver suspeita de malignidade ou apresentação atípica.
O tratamento é focado em fins estéticos, pois a lesão é benigna. As opções incluem excisão cirúrgica simples, cauterização química com ácido tricloroacético, laser de CO2 ou crioterapia. É fundamental realizar a triagem lipídica sistêmica do paciente, pois o controle do colesterol pode prevenir o surgimento de novas lesões, embora raramente cause a regressão das existentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo