FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
A mãe de uma menina de 4 anos traz a criança ao ambulatório de pediatria com queixa de que ela apresenta, há 3 semanas, corrimento vaginal, que mancha a calcinha. Refere que a criança apresenta prurido anal noturno, disúria e que não percebeu odor na secreção. Sem outras queixas. Ao exame físico, nota-se eritema vulvar. Dentre os citados a seguir, o mais provável agente etiológico desse quadro é:
Vulvovaginite + prurido anal noturno em criança = suspeitar de Enterobius vermiculares.
Em meninas pré-púberes, a vulvovaginite com prurido anal noturno é altamente sugestiva de oxiuríase (Enterobius vermiculares). Os vermes migram do ânus para a região vulvovaginal, causando irritação e inflamação, e a falta de odor na secreção ajuda a diferenciar de outras causas bacterianas.
A vulvovaginite é uma queixa ginecológica comum na infância, e sua etiologia pode ser variada, incluindo causas bacterianas, fúngicas, irritativas ou parasitárias. Em meninas pré-púberes, a anatomia vulvovaginal (pouca labialização, pH vaginal neutro, ausência de estrogênio) as torna mais suscetíveis a infecções. É crucial que residentes e estudantes de medicina considerem um amplo espectro de diagnósticos diferenciais ao abordar esses casos. Um agente etiológico frequentemente subestimado, mas muito comum, é o Enterobius vermiculares, causador da oxiuríase. A apresentação clássica inclui corrimento vaginal, eritema vulvar, disúria e, de forma distintiva, prurido anal noturno. Os vermes fêmeas migram do intestino para a região perianal à noite para depositar seus ovos, podendo ocasionalmente alcançar a vulva e a vagina, causando irritação e inflamação. A ausência de odor fétido na secreção pode ajudar a diferenciar de vulvovaginites bacterianas. O diagnóstico é confirmado pela identificação dos ovos na região perianal através do método da fita gomada. O tratamento é simples e eficaz com anti-helmínticos, e é importante tratar toda a família para evitar reinfecções. A higiene rigorosa das mãos e a troca diária de roupas íntimas e de cama são medidas complementares importantes. A suspeita de corpo estranho deve ser considerada em casos refratários ou com secreção fétida e sanguinolenta.
Os sintomas incluem corrimento vaginal, eritema vulvar, disúria e, classicamente, prurido anal noturno, que é o principal indicativo da migração dos vermes para depositar ovos na região perianal.
O diagnóstico é feito principalmente pelo método da fita gomada (Graham), que consiste em aplicar uma fita adesiva na região perianal pela manhã, antes da higiene, para coletar ovos e visualizá-los microscopicamente.
O tratamento da oxiuríase geralmente envolve medicamentos anti-helmínticos como mebendazol, albendazol ou pamoato de pirantel, administrados em dose única e repetidos após 2 semanas para eliminar os vermes adultos e os ovos eclodidos.
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