UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Maiara, 07 anos, é trazida ao consultório médico com queixa de corrimento vaginal há duas semanas. Ao exame, o Dr. Carlos constata presença de secreção vulvovaginal abundante, de odor fétido, e sinais inflamatórios nos tecidos subjacentes. Não há sinais sugestivos de atividade sexual e o hímen está íntegro. A menina apresenta bom estado geral, nega outros sintomas e está tranquila. A conduta imediata mais apropriada nesse caso é
Corrimento vaginal fétido em criança sem atividade sexual → investigar vulvovaginite/corpo estranho; coletar secreção para análise.
Em crianças pré-púberes, o corrimento vaginal é frequentemente causado por vulvovaginite inespecífica devido à baixa estrogenização e higiene inadequada, ou pela presença de corpo estranho. A conduta inicial deve ser a coleta de secreção para exame a fresco e teste de KOH para identificar agentes infecciosos ou características sugestivas.
O corrimento vaginal em meninas pré-púberes é uma queixa comum na pediatria e ginecologia pediátrica, gerando preocupação para pais e médicos. A vulvovaginite infantil é a causa mais frequente, geralmente de origem inespecífica, mas outras etiologias, como corpo estranho vaginal, devem ser consideradas. A fisiopatologia da vulvovaginite inespecífica na infância está relacionada à baixa estrogenização da mucosa vaginal, que é fina e não possui a proteção ácida da flora de lactobacilos presente em mulheres adultas. Isso a torna mais vulnerável a irritações por produtos químicos, higiene inadequada (limpeza de trás para frente) e infecções por bactérias entéricas. A presença de odor fétido e sinais inflamatórios sugere uma infecção ou irritação significativa. A conduta inicial mais apropriada é a investigação diagnóstica. A coleta de secreção vaginal para exame a fresco e teste com hidróxido de potássio (KOH) é fundamental para identificar a presença de leveduras, tricomonas, clue cells (sugestivas de vaginose bacteriana) e avaliar o pH. Essa abordagem permite direcionar o tratamento de forma específica, evitando terapias empíricas desnecessárias e garantindo a resolução adequada do quadro. A exclusão de corpo estranho e, em casos raros, de abuso sexual, também faz parte da avaliação.
A causa mais comum é a vulvovaginite inespecífica, devido à baixa estrogenização da mucosa vaginal, que a torna mais suscetível a irritações e infecções por bactérias da flora perianal, além de higiene inadequada.
A coleta de secreção permite identificar microrganismos como fungos (cândida), protozoários (tricomonas) ou bactérias (vaginose bacteriana), além de células inflamatórias. O teste de KOH ajuda a detectar hifas fúngicas e o "teste do cheiro" (whiff test) para vaginose.
Sinais de alerta incluem corrimento vaginal persistente, fétido, sanguinolento ou purulento, que não responde ao tratamento convencional para vulvovaginite. Nesses casos, a inspeção visual e, se necessário, a vaginoscopia são indicadas.
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