FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
São fatores de risco para o aparecimento de vulvovaginites na infância: I.Hipoestrogenismo vaginal. II.Pequenos lábios pouco desenvolvidos e ausência de pelos pubianos. III.Higiene inadequada e manipulação dos genitais. Estão CORRETAS:
Vulvovaginite infantil é comum devido a hipoestrogenismo, anatomia imatura e higiene inadequada.
A vulvovaginite na infância é multifatorial. O hipoestrogenismo torna a mucosa vaginal fina e suscetível a infecções. A anatomia imatura, com pequenos lábios pouco desenvolvidos e ausência de pelos pubianos, expõe mais a vulva. A higiene inadequada e a manipulação dos genitais facilitam a contaminação por flora intestinal.
A vulvovaginite é uma das queixas ginecológicas mais comuns na infância, afetando meninas pré-púberes. Sua alta incidência nessa faixa etária é explicada por uma combinação de fatores anatômicos, fisiológicos e comportamentais que tornam a região genital mais suscetível a irritações e infecções. Fisiologicamente, o hipoestrogenismo vaginal na infância leva a uma mucosa vaginal fina, com poucas camadas celulares e um pH mais alcalino, diferente do pH ácido protetor da mulher adulta. Essa fragilidade torna a vagina mais vulnerável a agentes irritantes e infecções. Anatomicamente, os pequenos lábios são pouco desenvolvidos e a ausência de pelos pubianos oferece menor proteção à vulva, facilitando a contaminação por microrganismos da região perianal. Comportamentalmente, a higiene inadequada (como limpeza de trás para frente após evacuar), o uso de roupas apertadas ou sintéticas, banhos de espuma e a manipulação dos genitais são fatores que contribuem significativamente para o aparecimento das vulvovaginites. O reconhecimento desses fatores é fundamental para a prevenção e o manejo eficaz da condição.
O hipoestrogenismo na infância resulta em uma mucosa vaginal fina, atrófica e com pH mais alcalino. Essa condição torna a vagina mais vulnerável à colonização por bactérias patogênicas e a irritações, facilitando o desenvolvimento de vulvovaginites.
Na infância, os pequenos lábios são pouco desenvolvidos e não há pelos pubianos, o que expõe mais a vulva e a entrada da vagina. Essa anatomia facilita a contaminação por fezes e microrganismos da região perianal, especialmente em crianças que ainda não têm controle esfincteriano total.
Orientações incluem limpeza da região genital de frente para trás após evacuar, evitar roupas íntimas apertadas ou sintéticas, preferir sabonetes neutros ou apenas água para a higiene íntima e evitar banhos de espuma prolongados. É importante também desencorajar a manipulação excessiva dos genitais.
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