Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
No que concerne a vulvovaginites na infância, assinale a opção correta.
Vulvovaginite inespecífica infantil → principal causa = má higiene urinária/fecal.
A vulvovaginite inespecífica é a forma mais comum na infância, frequentemente associada à higiene inadequada, que favorece a irritação local e a proliferação bacteriana. O ambiente vulvar pré-púbere, com baixo estrogênio, é mais suscetível a irritantes.
A vulvovaginite é uma das queixas ginecológicas mais comuns na infância, representando um desafio diagnóstico e terapêutico para pediatras e ginecologistas. A anatomia e fisiologia da genitália feminina na criança, com baixo nível de estrogênio, tornam a vulva e a vagina mais suscetíveis a irritações e infecções, sendo fundamental um manejo adequado para evitar recorrências e complicações. As vulvovaginites na infância podem ser classificadas em específicas (causadas por microrganismos como bactérias, fungos ou parasitas, ou por abuso sexual) e inespecíficas. As inespecíficas são as mais prevalentes e estão frequentemente relacionadas a fatores como higiene inadequada (limpeza da região anal para a vaginal), uso de roupas íntimas sintéticas e apertadas, sabonetes irritantes, e a presença de corpos estranhos. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e, se necessário, análise da secreção vaginal. O tratamento das vulvovaginites inespecíficas foca na melhoria da higiene, uso de roupas de algodão e banhos de assento com água morna. Para causas específicas, o tratamento é direcionado ao agente etiológico. É crucial orientar os pais sobre a importância da higiene correta e desmistificar a condição, garantindo um ambiente de cuidado e prevenção. A diferenciação de leucorreia fisiológica, que não requer tratamento, é um ponto chave.
As principais causas incluem higiene inadequada (limpeza da frente para trás), uso de sabonetes irritantes, roupas apertadas, contato com fezes ou urina, e presença de corpos estranhos.
A leucorreia fisiológica é clara, sem odor, e não causa prurido ou irritação. A vulvovaginite, por outro lado, apresenta secreção purulenta, odor, prurido, eritema e dor.
A higiene íntima adequada, como a limpeza da frente para trás após evacuar e urinar, evitar roupas apertadas e o uso de sabonetes neutros, é crucial para prevenir a irritação e infecção da vulva e vagina.
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