SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A vulvovaginite inespecífica é a causa mais frequente de consultas de crianças com corrimento e prurido genital, sendo decorrente de má higienização e contaminação fecal. O agente mais frequente associado à vulvovaginite na infância é:
Vulvovaginite inespecífica infantil → má higiene + E. coli = agente mais comum.
A vulvovaginite inespecífica é a causa mais comum de corrimento e prurido em meninas pré-púberes. A anatomia imatura (grandes lábios pouco desenvolvidos, hímen não protetor) e o pH vaginal neutro favorecem a colonização por bactérias entéricas, sendo a Escherichia coli o agente mais frequente devido à proximidade anatômica e má higienização.
A vulvovaginite inespecífica é a condição ginecológica mais comum na infância, representando a principal causa de consultas por corrimento e prurido genital em meninas pré-púberes. Sua alta prevalência deve-se a fatores anatômicos e fisiológicos, como a ausência de estrogênio que resulta em uma mucosa vaginal fina e um pH neutro, tornando-a mais suscetível a irritações e infecções por bactérias da flora intestinal. A fisiopatologia está diretamente ligada à má higienização perineal, que permite a ascensão de bactérias entéricas, principalmente Escherichia coli, para a região vulvovaginal. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na exclusão de outras causas, como corpos estranhos, infecções específicas (fúngicas, parasitárias) ou abuso sexual. É crucial uma anamnese detalhada e exame físico cuidadoso. O tratamento foca em medidas de higiene, como banhos de assento com água morna, uso de sabonetes neutros, roupas íntimas de algodão e orientação sobre a limpeza perineal correta (da frente para trás). Em casos de inflamação mais intensa ou persistência dos sintomas, pode-se considerar o uso de cremes com corticosteroides de baixa potência ou antibióticos tópicos/orais, se houver evidência de infecção bacteriana secundária.
Os principais sintomas incluem corrimento vaginal (geralmente não fétido), prurido genital, eritema e, por vezes, disúria. A irritação local é predominante.
O agente etiológico mais comum é a Escherichia coli, devido à proximidade anatômica do ânus com a vulva e à má higienização, que facilita a contaminação fecal.
A diferenciação envolve a história clínica (ausência de abuso, higiene), características do corrimento e exclusão de corpos estranhos, ISTs ou infecções específicas (ex: Candida, Streptococcus).
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