FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Menina de 5 anos é trazida à consulta de rotina por apresentar irritação vaginal. Mãe refere que esse problema é esporádico. Quando apresenta sintomas, refere que, às vezes, a menina queixa-se de ardor ao urinar e prurido vaginal. Nega febre e prurido anal. Frequenta escola infantil em período integral. Ao exame físico, nota-se criança com sobrepeso. O exame da vulva revela hiperemia leve bilateralmente, com odor fétido. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual seria a medida apropriada para o caso?
Vulvovaginite pré-púbere → higiene inadequada, roupas apertadas; tratamento = medidas comportamentais e higiene.
A vulvovaginite inespecífica é a causa mais comum de irritação vaginal em meninas pré-púberes, frequentemente associada a má higiene, roupas apertadas e irritantes. O tratamento inicial foca em medidas comportamentais, como higiene adequada, uso de roupas íntimas de algodão e banhos de assento, antes de considerar terapias medicamentosas.
A vulvovaginite inespecífica é a queixa ginecológica mais comum em meninas na fase pré-púbere, representando cerca de 70% dos casos. Sua alta incidência se deve a fatores anatômicos e fisiológicos, como a ausência de estrogênio, que resulta em uma mucosa vaginal fina e sem proteção, além da proximidade do ânus com a vulva, facilitando a contaminação por bactérias intestinais. É crucial para o residente saber diferenciar essa condição de outras causas mais graves. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de irritação, prurido, eritema e, por vezes, corrimento com odor. O exame físico deve ser delicado, buscando sinais de hiperemia e descartando corpos estranhos ou sinais de abuso. A ausência de febre e prurido anal (que poderia indicar oxiuríase) direciona para a etiologia inespecífica. A identificação de fatores predisponentes, como hábitos de higiene inadequados, é fundamental. O tratamento é inicialmente conservador e educacional. Consiste em orientar a mãe sobre higiene adequada (limpeza da frente para trás, evitar duchas vaginais), uso de roupas íntimas de algodão e folgadas, evitar sabonetes perfumados e banhos de espuma, e realizar banhos de assento com água morna para alívio dos sintomas. Antibióticos tópicos ou sistêmicos são reservados para casos com infecção bacteriana comprovada ou refratários às medidas comportamentais.
Os principais sinais incluem irritação, prurido, eritema vulvar, e às vezes, corrimento com odor fétido. Sintomas urinários como disúria também podem estar presentes.
A conduta inicial foca em medidas não farmacológicas, como higiene adequada (limpeza da frente para trás), uso de roupas íntimas de algodão, evitar roupas apertadas e banhos de assento.
Fatores como má higiene, uso de sabonetes irritantes, roupas apertadas, obesidade, e a proximidade anatômica entre ânus e vagina contribuem para a condição.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo