SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Criança de cinco anos, com corrimento e prurido. Ao exame físico, verifica-se corrimento amarelado e fétido associado a hiperemia e escoriações vulvar e perianal. Diante deste quadro, a principal hipótese diagnóstica e o tratamento são, respectivamente:
Criança com corrimento/prurido vulvar + hiperemia/escoriações → vulvovaginite inespecífica: medidas higiênicas + ATB.
A vulvovaginite inespecífica é a causa mais comum de corrimento vaginal em meninas pré-púberes, devido à imaturidade anatômica e hormonal. O tratamento envolve medidas de higiene rigorosas e, em casos de infecção bacteriana secundária, antibióticos.
A vulvovaginite é uma condição comum em meninas na idade pré-puberal, sendo a vulvovaginite inespecífica a etiologia mais frequente. A imaturidade anatômica da vulva e vagina (ausência de pelos pubianos, pequenos lábios, pH vaginal neutro, ausência de estrogênio) torna a região mais vulnerável a irritações e infecções por agentes da flora perianal ou por má higiene. O quadro clínico típico inclui corrimento vaginal (que pode ser amarelado, esverdeado e fétido), prurido, eritema, dor e, por vezes, escoriações na região vulvar e perianal. O diagnóstico é clínico, mas a exclusão de corpo estranho vaginal, abuso sexual, infecções específicas (como candidíase ou tricomoníase) e verminose (oxiuríase) é fundamental. O tratamento inicial foca em medidas de higiene local, como banhos de assento com água morna, uso de roupas íntimas de algodão, evitar roupas apertadas e sabonetes irritantes. Em casos de infecção bacteriana secundária ou persistência dos sintomas, pode-se indicar o uso de antibióticos tópicos ou orais de amplo espectro, como amoxicilina ou cefalexina, cobrindo os patógenos mais comuns.
A principal causa é a vulvovaginite inespecífica, devido à imaturidade da genitália feminina antes da puberdade, que a torna mais suscetível a irritações e infecções.
Os sintomas incluem corrimento vaginal (geralmente amarelado e fétido), prurido vulvar, hiperemia e escoriações na região vulvar e perianal.
O tratamento envolve medidas higiênicas rigorosas (banhos de assento, roupas íntimas de algodão, evitar sabonetes irritantes) e, se houver sinais de infecção bacteriana, antibióticos tópicos ou orais.
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