HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2016
Uma unidade de saúde da família deve ser responsável pelo cadastro e acompanhamento de seus usuários. Ao realizar uma visita domiciliar a uma paciente idosa, obesa, diabética restrita ao lar e com dificuldade para seguir as orientações da equipe porque mora sozinha e não enxerga bem, você deverá solicitar:
Idoso vulnerável, restrito ao lar, sem suporte → Acionar rede de apoio social (Conselho do Idoso, equipe multiprofissional).
O caso descreve uma idosa em situação de alta vulnerabilidade social e de saúde, com múltiplas comorbidades e dificuldade de adesão ao tratamento devido à falta de suporte e limitações visuais. A abordagem correta envolve a ativação da rede de apoio social, como o Conselho do Idoso e a integração de toda a equipe de saúde para um plano de cuidados abrangente e individualizado.
A atenção à saúde do idoso, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade e restritos ao lar, é um desafio complexo que exige uma abordagem integral e multiprofissional. O caso apresentado ilustra uma idosa com múltiplas comorbidades (obesidade, diabetes), limitações funcionais (restrição ao lar, baixa visão) e sociais (mora sozinha, dificuldade de adesão), demandando uma intervenção coordenada. Nesses cenários, a equipe de Saúde da Família tem um papel central na identificação das necessidades e na articulação da rede de apoio. Acionar o Conselho do Idoso e outros recursos sociais do bairro é fundamental para garantir que a paciente receba o suporte necessário para seguir as orientações de saúde e ter uma melhor qualidade de vida. A abordagem deve envolver toda a equipe (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente comunitário de saúde) na elaboração de um plano de cuidados individualizado, que considere não apenas os aspectos clínicos, mas também os sociais e funcionais. A referência a especialistas (endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista) pode ser necessária, mas deve ser integrada a um plano maior de cuidado e suporte social, e não ser a única ou primeira medida.
O Conselho do Idoso atua na defesa dos direitos dos idosos, na formulação e controle de políticas públicas, e pode auxiliar na articulação de recursos sociais e comunitários para idosos em situação de vulnerabilidade, promovendo seu bem-estar e autonomia.
A equipe deve realizar visitas domiciliares regulares, elaborar um plano de cuidados individualizado, orientar cuidadores (formais ou informais), monitorar a adesão ao tratamento e articular a rede de apoio social e intersetorial para garantir um cuidado integral.
Fatores de vulnerabilidade incluem isolamento social, baixa renda, múltiplas comorbidades, limitações funcionais, ausência de cuidadores, analfabetismo e dificuldade de acesso a serviços de saúde e sociais, que podem comprometer a qualidade de vida.
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