São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Você atende uma criança de 2 anos com vômitos persistentes e recusa alimentar há 24 horas. A mãe está extremamente preocupada porque a criança parece letárgica e com dor abdominal. Após uma avaliação inicial, qual das seguintes opções de manejo você consideraria mais apropriada?
Vômito persistente + letargia + dor abdominal em criança → buscar causas cirúrgicas e iniciar fluidoterapia.
Em crianças, vômitos persistentes, letargia e dor abdominal são sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação de emergência para excluir condições graves, como apendicite ou intussuscepção. A hidratação intravenosa é frequentemente necessária para corrigir a desidratação.
Vômitos e dor abdominal são queixas extremamente comuns na pediatria, mas a presença de sinais de alerta como letargia e persistência dos sintomas por mais de 24 horas em uma criança de 2 anos exige uma abordagem imediata e cautelosa. A avaliação inicial deve focar na identificação de desidratação e na exclusão de causas graves, especialmente as cirúrgicas, que podem ter um curso rápido e desfechos desfavoráveis se não tratadas prontamente. Condições como apendicite aguda, intussuscepção, volvo e obstrução intestinal são exemplos de emergências cirúrgicas que podem se manifestar com vômitos e dor abdominal em crianças. A fisiopatologia da letargia e dor abdominal em um contexto de vômitos persistentes pode indicar desde desidratação grave com desequilíbrio eletrolítico até processos inflamatórios ou obstrutivos intra-abdominais. A desidratação, por si só, pode levar à letargia e piorar o quadro geral da criança. O diagnóstico diferencial é amplo e exige um alto índice de suspeita clínica. A conduta mais apropriada nesses casos é o encaminhamento imediato para avaliação de emergência. Isso permite uma investigação diagnóstica aprofundada (exames laboratoriais, ultrassonografia abdominal) e o início rápido de medidas de suporte, como a fluidoterapia intravenosa para corrigir a desidratação e estabilizar o paciente. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais de gravidade e a tomar decisões rápidas para garantir a segurança e o melhor desfecho para a criança.
Sinais de alerta incluem letargia, dor abdominal intensa ou progressiva, vômitos biliares ou sanguinolentos, febre alta, distensão abdominal, recusa alimentar completa e sinais de desidratação grave (olhos encovados, boca seca, diminuição da diurese, tempo de enchimento capilar prolongado).
Intussuscepção e apendicite são emergências cirúrgicas comuns em pediatria. A intussuscepção causa dor abdominal intermitente, vômitos e fezes em geleia de framboesa. A apendicite causa dor periumbilical que migra para fossa ilíaca direita, vômitos e febre. Ambas requerem intervenção rápida para evitar complicações graves.
A fluidoterapia intravenosa é indicada quando a criança apresenta sinais de desidratação moderada a grave, incapacidade de tolerar líquidos por via oral devido a vômitos persistentes, ou quando há suspeita de uma condição subjacente grave que exija estabilização rápida.
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