UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Sobre o tratamento do volvo do sigmoide, pode-se afirmar:
Volvo de sigmoide: descompressão endoscópica é 1ª linha; falha ou necrose → cirurgia (Hartmann).
O tratamento inicial do volvo do sigmoide sem sinais de necrose é a descompressão endoscópica. Se houver falha na descompressão ou sinais de isquemia/necrose, a cirurgia é mandatória, sendo a cirurgia de Hartmann uma opção comum para pacientes instáveis ou com peritonite.
O volvo do sigmoide é uma torção do cólon sigmoide em seu mesentério, resultando em obstrução intestinal e, potencialmente, isquemia. É uma emergência cirúrgica comum, especialmente em idosos e pacientes institucionalizados. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por radiografias simples de abdome (sinal do "grão de café") e tomografia computadorizada. O tratamento inicial para pacientes sem sinais de peritonite ou necrose colônica é a descompressão não operatória, preferencialmente por sigmoidoscopia flexível, que permite a desvolvulação e a colocação de um tubo retal para manter o cólon descomprimido e reduzir o risco de recorrência imediata. O sigmoidoscópio flexível é preferível ao rígido devido à menor chance de perfuração. A cirurgia é indicada em casos de falha da descompressão endoscópica, sinais de isquemia ou necrose colônica (evidenciados por peritonite, febre, leucocitose, acidose metabólica ou achados de imagem), ou em volvo recorrente. Nesses cenários, a ressecção do sigmoide é mandatória. A cirurgia de Hartmann, que envolve a ressecção do segmento torcido, colostomia terminal e fechamento do coto retal, é uma opção comum para pacientes instáveis ou com peritonite, pois evita uma anastomose primária em um ambiente potencialmente contaminado, reduzindo o risco de fístula. Mesmo após descompressão bem-sucedida, a ressecção eletiva é frequentemente recomendada para prevenir recorrências.
A abordagem inicial é a descompressão não operatória, geralmente realizada por sigmoidoscopia flexível, com a colocação de um tubo retal para descompressão e prevenção de recorrência imediata.
A cirurgia é indicada em casos de falha da descompressão endoscópica, sinais de necrose colônica, perfuração, peritonite ou em pacientes com volvo recorrente após descompressão bem-sucedida.
A cirurgia de Hartmann é um procedimento em que o segmento de cólon afetado é ressecado, a porção proximal é exteriorizada como colostomia e a porção distal (reto) é fechada em fundo cego. É frequentemente utilizada em emergências, especialmente em pacientes instáveis ou com peritonite, para evitar anastomose primária em um campo contaminado.
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