Volvo do Sigmoide: Descompressão, Cirurgia e Manejo de Emergência

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o tratamento do volvo do sigmoide, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) Começa com hidratação venosa e na maioria dos casos envolve uma remoção cirúrgica do sigmoide.
  2. B) Os pacientes com sinais de necrose colônica são elegíveis para uma descompressão não operatória.
  3. C) A descompressão pode ser obtida pela colocação de um tubo retal por meio de um proctoscópio rígido, devendo-se evitar o uso de sigmoidoscópio flexível.
  4. D) Mesmo que a distorção não cirúrgica do sigmoide seja bem-sucedida, a ressecção cirúrgica do sigmoide é indicada, na maioria dos casos, não sendo necessária a realização de colonoscopia pré-operatória.
  5. E) Se a descompressão não operatória não puder ser realizada a abordagem cirúrgica está indicada podendo ser realizada a cirurgia de Hartmann.

Pérola Clínica

Volvo de sigmoide: descompressão endoscópica é 1ª linha; falha ou necrose → cirurgia (Hartmann).

Resumo-Chave

O tratamento inicial do volvo do sigmoide sem sinais de necrose é a descompressão endoscópica. Se houver falha na descompressão ou sinais de isquemia/necrose, a cirurgia é mandatória, sendo a cirurgia de Hartmann uma opção comum para pacientes instáveis ou com peritonite.

Contexto Educacional

O volvo do sigmoide é uma torção do cólon sigmoide em seu mesentério, resultando em obstrução intestinal e, potencialmente, isquemia. É uma emergência cirúrgica comum, especialmente em idosos e pacientes institucionalizados. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por radiografias simples de abdome (sinal do "grão de café") e tomografia computadorizada. O tratamento inicial para pacientes sem sinais de peritonite ou necrose colônica é a descompressão não operatória, preferencialmente por sigmoidoscopia flexível, que permite a desvolvulação e a colocação de um tubo retal para manter o cólon descomprimido e reduzir o risco de recorrência imediata. O sigmoidoscópio flexível é preferível ao rígido devido à menor chance de perfuração. A cirurgia é indicada em casos de falha da descompressão endoscópica, sinais de isquemia ou necrose colônica (evidenciados por peritonite, febre, leucocitose, acidose metabólica ou achados de imagem), ou em volvo recorrente. Nesses cenários, a ressecção do sigmoide é mandatória. A cirurgia de Hartmann, que envolve a ressecção do segmento torcido, colostomia terminal e fechamento do coto retal, é uma opção comum para pacientes instáveis ou com peritonite, pois evita uma anastomose primária em um ambiente potencialmente contaminado, reduzindo o risco de fístula. Mesmo após descompressão bem-sucedida, a ressecção eletiva é frequentemente recomendada para prevenir recorrências.

Perguntas Frequentes

Qual é a abordagem inicial para o tratamento do volvo do sigmoide sem sinais de necrose?

A abordagem inicial é a descompressão não operatória, geralmente realizada por sigmoidoscopia flexível, com a colocação de um tubo retal para descompressão e prevenção de recorrência imediata.

Quando a cirurgia é indicada no volvo do sigmoide?

A cirurgia é indicada em casos de falha da descompressão endoscópica, sinais de necrose colônica, perfuração, peritonite ou em pacientes com volvo recorrente após descompressão bem-sucedida.

O que é a cirurgia de Hartmann e quando é utilizada no volvo do sigmoide?

A cirurgia de Hartmann é um procedimento em que o segmento de cólon afetado é ressecado, a porção proximal é exteriorizada como colostomia e a porção distal (reto) é fechada em fundo cego. É frequentemente utilizada em emergências, especialmente em pacientes instáveis ou com peritonite, para evitar anastomose primária em um campo contaminado.

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