Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
A terapia imediata do paciente com volvo de sigmoide, sem sinais de irritação peritoneal, após correções hidroeletrolíticas é:
Volvo de sigmoide sem irritação peritoneal → Descompressão endoscópica (retosigmoidoscopia).
Em pacientes com volvo de sigmoide sem sinais de irritação peritoneal (indicando ausência de isquemia ou perfuração), a conduta inicial após estabilização hidroeletrolítica é a descompressão endoscópica, geralmente por retosigmoidoscopia, para aliviar a obstrução.
O volvo de sigmoide é uma causa comum de obstrução intestinal em idosos e pacientes institucionalizados, caracterizado pela torção do cólon sigmoide sobre seu próprio mesentério. Essa torção pode levar à obstrução luminal e, em casos mais graves, à isquemia e necrose da parede intestinal. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por radiografias abdominais (sinal do "grão de café" ou "U invertido") e tomografia. O manejo inicial do volvo de sigmoide depende da presença ou ausência de sinais de irritação peritoneal, que indicam complicação grave como isquemia ou perfuração. Em pacientes hemodinamicamente estáveis e sem irritação peritoneal, a prioridade é a estabilização hidroeletrolítica e a descompressão do cólon. A retosigmoidoscopia é o método de escolha para a descompressão, permitindo a detorção do segmento volvo e a passagem de uma sonda retal para manter a descompressão. Se a descompressão endoscópica for bem-sucedida, o paciente deve ser preparado para uma cirurgia eletiva (sigmoidectomia) devido à alta taxa de recorrência. No entanto, se houver sinais de irritação peritoneal, falha na descompressão ou evidência de necrose intestinal, a cirurgia de emergência (laparotomia com ressecção do segmento volvo) é imperativa.
A conduta inicial, após a correção hidroeletrolítica, é a descompressão endoscópica, geralmente realizada por retosigmoidoscopia, para desenrolar o volvo e aliviar a obstrução.
A cirurgia de emergência é indicada quando há sinais de irritação peritoneal, como dor intensa, defesa abdominal, febre e leucocitose, que sugerem isquemia, necrose ou perfuração intestinal.
Os principais riscos incluem perfuração intestinal e falha na descompressão. Mesmo após uma descompressão bem-sucedida, a taxa de recorrência é alta, o que geralmente indica a necessidade de cirurgia eletiva posterior.
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