HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Paciente masculino, 74 anos de idade, dá entrada no pronto atendimento com quadro de cólicas, distensão abdominal e parada de eliminação de fezes e flatos há sete dias. Encontra-se estável hemodinamicamente, afebril, com radiografia de abdome abaixo. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Obstrução intestinal em idoso com distensão e parada de eliminação → suspeitar de volvo de sigmoide, especialmente com radiografia típica.
Em um paciente idoso com quadro de obstrução intestinal subaguda (cólicas, distensão, parada de eliminação de fezes e flatos por 7 dias), o volvo de sigmoide é uma causa comum e provável. A radiografia de abdome, embora não fornecida, tipicamente mostraria uma alça sigmoide dilatada em forma de "grão de café" ou "U invertido", com ausência de gás no reto.
O volvo de sigmoide é uma causa comum de obstrução intestinal em idosos, especialmente em pacientes com histórico de constipação crônica ou megacólon (como o megacólon chagásico ou idiopático). Caracteriza-se pela torção do cólon sigmoide em torno de seu próprio mesentério, levando à obstrução e, potencialmente, à isquemia e necrose da alça. O quadro clínico típico inclui dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal progressiva e parada de eliminação de fezes e flatos, que pode se arrastar por vários dias. O diagnóstico do volvo de sigmoide é frequentemente feito pela radiografia simples de abdome, que revela uma alça sigmoide massivamente dilatada, em forma de "grão de café" ou "U invertido", que se projeta para o abdome superior. A ausência de gás no reto é outro achado característico. A tomografia computadorizada pode ser útil para confirmar o diagnóstico, avaliar a presença de sinais de isquemia (como espessamento da parede intestinal, pneumatose) e diferenciar de outras causas de obstrução. O tratamento inicial para o volvo de sigmoide, na ausência de sinais de peritonite ou isquemia, é a descompressão endoscópica (detorsão sigmoidoscópica), que é bem-sucedida na maioria dos casos. No entanto, a taxa de recorrência após descompressão é alta, o que justifica a indicação de sigmoidectomia eletiva após a estabilização do paciente. Em casos de isquemia, perfuração ou falha da descompressão endoscópica, a cirurgia de emergência é imperativa.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal progressiva, náuseas, vômitos e parada de eliminação de fezes e flatos. A distensão pode ser acentuada e assimétrica, e o quadro pode ser subagudo ou agudo.
A radiografia simples de abdome é o exame inicial e frequentemente diagnóstico, mostrando uma grande alça sigmoide dilatada em forma de 'grão de café' ou 'U invertido', que se estende do quadrante inferior esquerdo para o hipocôndrio direito, com ausência de gás no reto. A tomografia computadorizada pode confirmar o diagnóstico e avaliar complicações.
A conduta inicial, se não houver sinais de isquemia ou perfuração, é a descompressão endoscópica (detorsão sigmoidoscópica). Após a descompressão bem-sucedida, a cirurgia eletiva (sigmoidectomia) é recomendada para prevenir recorrências, pois a taxa de recidiva é alta.
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