Volvo de Sigmoide: Conduta Inicial em Pacientes Estáveis

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, 78 anos de idade, é atendido em unidade de pronto-socorro com quadro de distensão abdominal e parada de eliminação de gazes e fezes. O exame físico do abdome mostra distensão abdominal, sem sinais de peritonite. Os raios X simples de abdome mostrou distensão colônica sugestiva de volvo de sigmoide. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a melhor conduta terapêutica inicial nesse caso.

Alternativas

  1. A) Distorção endoscópica do volvo.
  2. B) Laparotomia exploradora com distorção do volvo.
  3. C) Laparotomia exploradora com colostomia de cólon transverso.
  4. D) Laparotomia exploradora com retossigmoidectomia à Hartmann.
  5. E) Sonda nasogástrica e observação do quadro.

Pérola Clínica

Volvo de sigmoide sem peritonite → descompressão endoscópica (sigmoidoscopia) é a conduta inicial de escolha.

Resumo-Chave

Em pacientes com volvo de sigmoide sem sinais de peritonite, a descompressão endoscópica (detorção) via sigmoidoscopia é a abordagem inicial preferencial. Este procedimento é menos invasivo e pode resolver a obstrução, estabilizando o paciente para um tratamento definitivo posterior.

Contexto Educacional

O volvo de sigmoide é uma torção do cólon sigmoide em seu próprio mesentério, resultando em obstrução intestinal. É uma causa comum de obstrução do intestino grosso, especialmente em idosos e pacientes com constipação crônica. A condição pode levar à isquemia, necrose e perfuração intestinal se não tratada prontamente, sendo uma emergência cirúrgica. O quadro clínico típico inclui distensão abdominal progressiva, dor abdominal tipo cólica e parada de eliminação de gases e fezes. O diagnóstico é frequentemente sugerido por radiografias simples de abdome, que mostram uma alça sigmoide dilatada em forma de 'grão de café' ou 'U' invertido. A ausência de sinais de peritonite (dor à descompressão, defesa, rigidez) é crucial para a escolha da conduta inicial. Em pacientes sem sinais de peritonite, a conduta inicial de escolha é a descompressão endoscópica do volvo, realizada por sigmoidoscopia. Este procedimento visa destorcer a alça e aliviar a obstrução, estabilizando o paciente. Após a descompressão bem-sucedida, o paciente deve ser preparado para uma sigmoidectomia eletiva, a fim de prevenir recorrências, que são comuns. A laparotomia exploradora é reservada para casos de falha da descompressão endoscópica ou quando há sinais de complicação grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para volvo de sigmoide?

Os sinais incluem distensão abdominal súbita e progressiva, dor abdominal tipo cólica, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes.

Quando a descompressão endoscópica é contraindicada no volvo de sigmoide?

É contraindicada na presença de sinais de peritonite, isquemia intestinal, necrose ou perfuração, situações que exigem intervenção cirúrgica imediata.

Qual o tratamento definitivo para volvo de sigmoide?

Após a descompressão endoscópica bem-sucedida e estabilização do paciente, o tratamento definitivo geralmente é cirúrgico (sigmoidectomia com anastomose primária) para prevenir recorrências, idealmente em um segundo tempo.

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