Volvo de Sigmoide: Diagnóstico e Manejo da Obstrução

Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente masculino, 32 anos, refere distensão abdominal importante nas últimas 48 horas, associada à dor abdominal em cólica, parada da eliminação de gases e fezes neste mesmo período. Relata dois episódios similares anteriores, com remissão espontânea. Nega emagrecimento, mas refere constipação crônica. Traz RX de abdomen que realizou na UPA. Sobre o caso acima podemos afirmar, EXCETO.  (VER IMAGEM)

Alternativas

  1. A) Se o paciente apresentar sinais de sepse, ele deve ser submetido à cirurgia de emergência.
  2. B) Se não apresentar irritação peritonial, ou sinais de sepse, pode ser tentado o tratamento endoscópico inicial. 
  3. C) Ocorre mais frequentemente no cólon descendente.
  4. D) No Brasil, o caso acima pode ser secundário à infecção pelo Trypanosssoma Cruzi. 
  5. E) Se realizado enema opaco, o sinal característico é o Bico de Pássaro.

Pérola Clínica

Volvo de sigmoide: distensão, dor cólica, parada de eliminação, constipação crônica; mais comum no sigmoide, não no cólon descendente.

Resumo-Chave

O caso clínico sugere fortemente um volvo de sigmoide, uma causa comum de obstrução intestinal em adultos, especialmente em pacientes com constipação crônica. O volvo de sigmoide ocorre, como o nome indica, no cólon sigmoide, e não no cólon descendente, tornando a alternativa C incorreta. O tratamento pode variar de descompressão endoscópica a cirurgia, dependendo da presença de complicações.

Contexto Educacional

O volvo de sigmoide é uma causa importante de obstrução intestinal em adultos, caracterizada pela torção de uma alça do cólon sigmoide sobre seu próprio mesentério. É mais comum em idosos e em pacientes com constipação crônica, muitas vezes associada a um cólon sigmoide alongado e mesentério redundante. No Brasil, a Doença de Chagas pode ser um fator predisponente devido ao megacólon. O diagnóstico é clínico, com distensão abdominal, dor em cólica e parada de eliminação de gases e fezes. Radiografias simples de abdome podem mostrar um grande laço de cólon dilatado em forma de 'grão de café' ou 'U invertido'. O enema opaco ou a tomografia computadorizada podem confirmar o diagnóstico, revelando o clássico sinal do 'bico de pássaro' no ponto de torção. O tratamento inicial, na ausência de sinais de sepse ou irritação peritoneal, pode ser a descompressão endoscópica. No entanto, em casos de isquemia, perfuração ou falha da descompressão, a cirurgia de emergência é necessária para destorcer o cólon e, frequentemente, realizar uma sigmoidectomia com anastomose primária ou colostomia. A recorrência é alta após descompressão isolada, justificando a cirurgia eletiva após o primeiro episódio.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos do volvo de sigmoide?

Os sintomas clássicos incluem distensão abdominal importante, dor abdominal em cólica, parada da eliminação de gases e fezes, e frequentemente um histórico de constipação crônica e episódios prévios de remissão espontânea.

Quando a cirurgia de emergência é indicada para volvo de sigmoide?

A cirurgia de emergência é indicada se o paciente apresentar sinais de sepse, irritação peritoneal, isquemia ou perfuração intestinal, indicando complicação grave do volvo.

Qual o sinal radiológico característico do volvo de sigmoide no enema opaco?

No enema opaco, o sinal característico do volvo de sigmoide é o 'Bico de Pássaro' ou 'Bico de Águia', que representa o afilamento progressivo do contraste no ponto de torção do cólon.

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