Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
Paciente de 89 anos feminina com história de dor tóraco-abdominal, vômitos inicialmente alimentares que progrediram para salivares com laivos de sangue e, no momento da admissão no pronto atendimento, pela incapacidade de vômito, distensão abdominal importante. O médico socorrista tentou passar uma sonda nasogástrica no intuito de aliviar a distensão, sem sucesso. O diagnóstico mais provável e seu tratamento adequado são:
Idoso com dor tóraco-abdominal + vômitos + incapacidade de SNG + distensão = suspeitar de Volvo Gástrico.
A tríade de Borchardt (dor epigástrica/tóraco-abdominal, vômitos não produtivos/incapacidade de vomitar e dificuldade de passagem de SNG) é altamente sugestiva de volvo gástrico agudo, uma emergência cirúrgica que requer laparotomia exploradora para descompressão e fixação gástrica.
O volvo gástrico é uma condição rara, mas grave, caracterizada pela rotação anormal do estômago sobre seu próprio eixo, levando à obstrução e, potencialmente, à isquemia e necrose gástrica. É mais comum em idosos e frequentemente associado a hérnias hiatais paraesofágicas. A apresentação clínica aguda é uma emergência cirúrgica, com alta mortalidade se não tratada prontamente. A suspeita de volvo gástrico agudo deve surgir em pacientes com dor epigástrica ou tóraco-abdominal súbita e intensa, acompanhada de vômitos incoercíveis que se tornam improdutivos (incapacidade de vomitar) e distensão abdominal. A tríade de Borchardt, que inclui esses sintomas mais a dificuldade ou impossibilidade de passagem de sonda nasogástrica, é patognomônica. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como radiografia de tórax e abdome (que pode mostrar o estômago no tórax ou nível hidroaéreo característico) e tomografia computadorizada. O tratamento do volvo gástrico agudo é sempre cirúrgico. A laparotomia exploradora é a abordagem padrão, permitindo a desrotação do estômago, avaliação de sua viabilidade e fixação (gastropexia) para prevenir recorrências. Em casos de necrose gástrica, a ressecção da área afetada pode ser necessária. O manejo rápido é crucial para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e choque, que aumentam significativamente a morbimortalidade.
O volvo gástrico é a rotação anormal de parte ou de todo o estômago em torno de um de seus eixos. Os tipos principais são o organoaxial (rotação ao longo do eixo longitudinal do estômago) e o mesoaxial (rotação ao longo do eixo menor, perpendicular ao eixo longitudinal).
A tríade de Borchardt é composta por dor epigástrica ou tóraco-abdominal súbita e intensa, vômitos não produtivos ou incapacidade de vomitar mesmo com náuseas, e dificuldade ou impossibilidade de passar uma sonda nasogástrica.
O tratamento definitivo para o volvo gástrico agudo é cirúrgico, geralmente por laparotomia exploradora. O objetivo é a desrotação do estômago e a fixação (gastropraxia ou gastropexia) para prevenir recorrências, além de avaliar a viabilidade gástrica.
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