CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
O segmento colônico que mais frequentemente torce em torno de seu eixo longitudinal, provocando um volvo, é o:
Volvo colônico → Sigmoide é o segmento mais frequentemente acometido devido à sua mobilidade e mesentério longo.
O volvo colônico é uma torção de um segmento do cólon em torno de seu próprio eixo mesentérico, causando obstrução intestinal. O cólon sigmoide é o local mais comum para o volvo devido ao seu mesentério longo e móvel, que o predispõe a essa condição, especialmente em idosos e pacientes com constipação crônica.
O volvo colônico representa uma emergência cirúrgica caracterizada pela torção de um segmento do cólon em seu próprio eixo mesentérico, levando à obstrução intestinal e, potencialmente, à isquemia e necrose do segmento afetado. Embora possa ocorrer em qualquer parte do cólon, o cólon sigmoide é, de longe, o local mais frequentemente acometido, respondendo por aproximadamente 60-75% de todos os casos de volvo colônico. A predisposição do sigmoide ao volvo deve-se principalmente à sua anatomia: possui um mesentério longo e móvel, que permite a rotação. Fatores como constipação crônica, dieta rica em fibras (que aumenta o volume fecal e distende o cólon), idade avançada e condições como o megacólon chagásico ou idiopático contribuem para a formação de um sigmoide redundante e mais propenso à torção. Para o residente, é crucial reconhecer os sinais e sintomas do volvo sigmoide, que incluem dor abdominal súbita e progressiva, distensão abdominal significativa e obstipação. O diagnóstico é frequentemente feito com radiografias simples de abdome (sinal do 'grão de café' ou 'U invertido') e confirmado por tomografia computadorizada. O tratamento pode variar desde a descompressão endoscópica em casos não complicados até a cirurgia de emergência para casos com sinais de isquemia ou necrose, sendo a sigmoidectomia com anastomose primária a abordagem definitiva mais comum.
Um volvo colônico é uma torção de um segmento do cólon em torno de seu próprio eixo mesentérico, resultando em obstrução intestinal e comprometimento vascular, podendo levar à isquemia e necrose.
Os fatores de risco incluem idade avançada, constipação crônica, dieta rica em fibras, megacólon (chagásico ou idiopático) e um mesentério sigmoide longo e redundante.
Os sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, distensão abdominal progressiva, náuseas, vômitos e constipação. A ausência de eliminação de gases e fezes é comum.
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