IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
O volume de 50 ml de albumina a 25% é fisiologicamente equivalente a aproximadamente
50 ml de albumina 25% = ~2000 ml de cristaloides em termos de expansão volêmica intravascular.
A albumina a 25% é uma solução hipertônica que, devido à sua alta pressão oncótica, atrai fluidos do espaço intersticial para o intravascular. 50 ml dessa solução podem expandir o volume plasmático em aproximadamente 4 vezes, o que equivale a cerca de 2000 ml de cristaloides, considerando a distribuição dos cristaloides para o espaço intersticial.
A escolha entre cristaloides e coloides para a reposição volêmica é um tópico frequente e crucial na prática clínica, especialmente em situações de choque e hipovolemia. A albumina, um coloide natural, desempenha um papel vital na manutenção da pressão oncótica plasmática e no transporte de diversas substâncias. A albumina a 25% é uma solução hiperoncótica, o que significa que ela possui uma concentração de proteínas maior que a do plasma. Quando administrada, ela atrai água do espaço intersticial para o compartimento intravascular, promovendo uma expansão volêmica significativa. Estima-se que 50 ml de albumina a 25% possam mobilizar cerca de 150-200 ml de fluido do interstício, resultando em uma expansão intravascular total de aproximadamente 200-250 ml. Considerando que os cristaloides se distribuem amplamente para o espaço intersticial (apenas cerca de 25-30% permanecem no intravascular após 1 hora), para obter um efeito de expansão volêmica intravascular similar ao de 50 ml de albumina a 25%, seriam necessários volumes muito maiores de cristaloides, tipicamente na ordem de 4 vezes o volume de expansão da albumina, ou seja, cerca de 2000 ml. Compreender essa equivalência é fundamental para o manejo adequado de fluidos e para evitar sobrecarga volêmica ou sub-reposição.
Cristaloides (ex: soro fisiológico, Ringer Lactato) são soluções que se distribuem rapidamente para o espaço intersticial, enquanto coloides (ex: albumina) contêm moléculas grandes que permanecem mais tempo no espaço intravascular, exercendo maior pressão oncótica.
A albumina pode ser preferível em situações de hipoalbuminemia grave, choque séptico (em alguns contextos), cirrose com peritonite bacteriana espontânea ou síndrome hepatorrenal, e em grandes queimados, onde a manutenção da pressão oncótica é crucial.
A albumina a 5% é isooncótica e expande o volume intravascular em aproximadamente seu próprio volume. A albumina a 25% é hiperoncótica, atraindo fluido do interstício para o intravascular, resultando em uma expansão volêmica intravascular que pode ser 3 a 5 vezes maior que o volume infundido.
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