PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Você trabalha em um pronto socorro de um hospital terciário. Durante seu plantão, chega à porta uma mãe trazendo seu filho. Relata que o filho tem 12 anos de idade e iniciou, logo após uma refeição em um restaurante, há aproximadamente 30 minutos, com dificuldade respiratória progressiva, tosse, “chiado”, inchaço nos olhos, língua e lábios, bem como com placas cutâneas eritematosas. Paciente com histórico de alergia alimentar a amendoim. Ao exame, o paciente encontra-se cianótico, com frequência respiratória de 40 mrm, estridor laríngeo, uso de musculatura acessória.Considerando o caso, analise as assertivas.I. Tendo em vista o risco de erro de medicação e eventos adversos, as medicações devem ser prescritas na forma escrita para administração.II. Para a administração dos medicamentos de primeira linha, o médico deve dar verbalmente a ordem completa, o que recebe a ordem deve repeti-la em voz alta e o que deu a ordem deve confirmar as informações.III. A epinefrina é medicamento de primeira linha para o caso, e para diferenciá-la da norepinefrina, utilizam-se letras maiúsculas e negrito diferenciando parte do nome.IV. A epinefrina é um medicamento de primeira linha para o caso e, considerando-se tratar de medicamento potencialmente perigoso, sua guarda é restrita à farmácia hospitalar. Estão CORRETAS as assertivas:
Anafilaxia grave → Epinefrina IM imediata. Em emergências, ordens verbais com checagem são cruciais para agilidade e segurança.
A anafilaxia é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e administração imediata de epinefrina intramuscular. Em situações críticas, a comunicação verbal de ordens médicas, seguindo o protocolo de 'ler de volta' (read-back), é essencial para garantir a segurança e a agilidade no tratamento.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento imediato e tratamento urgente. É desencadeada pela liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina, após a exposição a um alérgeno, como alimentos (amendoim, nozes), picadas de insetos ou medicamentos. Os sintomas podem afetar múltiplos sistemas, incluindo pele (urticária, angioedema), respiratório (dispneia, estridor, broncoespasmo), cardiovascular (hipotensão, choque) e gastrointestinal. O tratamento de primeira linha para anafilaxia é a administração imediata de epinefrina (adrenalina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa. A epinefrina atua como um agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo a broncoconstrição, a vasodilatação e o angioedema, além de aumentar a pressão arterial. O atraso na administração da epinefrina é um fator de risco para desfechos graves. Outras medidas de suporte incluem oxigenoterapia, fluidos intravenosos e, se necessário, anti-histamínicos e corticosteroides, embora estes não substituam a epinefrina. Em ambientes de emergência, a segurança do paciente é primordial. A comunicação eficaz é um pilar fundamental para evitar erros de medicação. Em situações de alta demanda e estresse, como a anafilaxia, a comunicação verbal de ordens médicas deve seguir protocolos rigorosos, como o 'ler de volta' (read-back), onde a ordem é repetida pelo receptor e confirmada pelo emissor. Isso garante que a medicação correta, na dose certa e pela via adequada, seja administrada prontamente, minimizando riscos e otimizando o desfecho do paciente. Medicamentos de alta vigilância, como a epinefrina, devem ter sua guarda e identificação claras para evitar confusões, como com a norepinefrina, que possui indicações e doses distintas.
A anafilaxia é diagnosticada pela presença de sintomas agudos que envolvem dois ou mais sistemas (pele, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão/sintomas respiratórios graves após exposição conhecida.
A epinefrina (adrenalina) é a medicação de primeira linha e deve ser administrada por via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa, sem atraso. A dose varia conforme a idade e o peso do paciente.
Em situações de emergência, a comunicação verbal rápida e clara é vital. O protocolo de 'ler de volta' (read-back) – onde o receptor repete a ordem e o emissor confirma – minimiza erros de medicação e garante a administração correta e ágil do tratamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo