Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde, em atendimento de demanda espontânea, e recebe paciente ARP de 38 anos preocupado pela deformidade na orelha há 2 meses. Usando como referência a seguinte imagem qual seria seu possível diagnostico:
Deformidade de orelha + lesões cutâneas com alteração de sensibilidade = suspeitar de Hanseníase.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Lesões cutâneas, como nódulos ou espessamento de lóbulo de orelha, associadas a alterações de sensibilidade, são sinais clássicos e devem levantar a suspeita diagnóstica, especialmente em áreas endêmicas.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar de ser curável, ainda é um problema de saúde pública em muitas regiões, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades e interromper a cadeia de transmissão. Clinicamente, a hanseníase se manifesta com lesões cutâneas variadas, que podem ser manchas hipocrômicas ou avermelhadas, placas infiltradas, nódulos ou espessamento de lóbulo de orelha, frequentemente acompanhadas de alteração de sensibilidade (tátil, térmica e dolorosa). O comprometimento neural periférico é uma marca registrada da doença, levando a dormência, fraqueza muscular e, se não tratada, a deformidades irreversíveis. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na identificação de um ou mais dos seguintes critérios: lesão cutânea com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. O tratamento é feito com politerapia medicamentosa (PQT), que varia conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar, e é crucial para a cura e prevenção de sequelas.
A hanseníase pode apresentar manchas hipocrômicas ou avermelhadas com alteração de sensibilidade, nódulos, placas infiltradas e espessamento de nervos periféricos, como o lóbulo da orelha.
O diagnóstico é clínico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e, em alguns casos, baciloscopia positiva.
A hanseníase não tratada pode levar a deformidades permanentes, incapacidades físicas, cegueira e comprometimento de órgãos internos, devido à progressão da neuropatia e das lesões.
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