ENARE/ENAMED — Prova 2023
Você está atendendo uma criança de 6 anos com queixa de lesões de pele, com prurido intenso, que ocorre principalmente à noite, há alguns dias. O paciente não apresentou febre ou qualquer outro sintoma. As lesões são papulovesiculares eritematosas, localizadas em espaços interdigitais, axilas, punhos, regiões glútea e genital. Os pais estão presentes na consulta, e a mãe refere os mesmos sintomas, com lesões semelhantes, mas com presença de lesões em túnel. O pai está assintomático e sem lesões. Qual é a conduta adequada em relação ao paciente e aos seus pais?
Escabiose (sarna) → tratamento DEVE ser estendido a TODOS os contatos domiciliares, sintomáticos ou não, para erradicar o parasita.
A escabiose é uma infestação parasitária altamente contagiosa, transmitida por contato direto e prolongado. Devido ao período de incubação assintomático e à alta transmissibilidade, o tratamento deve ser estendido a todos os moradores da casa e contatos próximos, mesmo que assintomáticos, para evitar reinfestações e quebrar o ciclo de transmissão.
A escabiose, popularmente conhecida como sarna, é uma dermatose parasitária causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis. É uma condição comum, especialmente em ambientes de aglomeração, e afeta pessoas de todas as idades e classes sociais. A prevalência é alta em crianças e pode levar a grande desconforto devido ao prurido intenso, que frequentemente se agrava à noite. A fisiopatologia envolve a fêmea do ácaro que escava túneis na camada córnea da epiderme para depositar seus ovos, causando uma reação de hipersensibilidade que se manifesta como prurido e lesões cutâneas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de prurido noturno e na presença de lesões características (pápulas, vesículas, túneis) em locais típicos como espaços interdigitais, punhos, axilas, região umbilical, glútea e genital. A visualização dos túneis é patognomônica. O tratamento da escabiose é fundamentalmente baseado na eliminação do ácaro e na prevenção de reinfestações. A permetrina tópica a 5% é o tratamento de primeira linha. É crucial que o tratamento seja estendido a todos os contatos domiciliares e sexuais, independentemente de apresentarem sintomas, devido ao período de incubação assintomático de 2 a 6 semanas. Medidas de higiene ambiental, como lavagem de roupas e roupas de cama em água quente, também são importantes.
Os sintomas incluem prurido intenso, especialmente noturno, e lesões papulovesiculares eritematosas, frequentemente localizadas em espaços interdigitais, punhos, axilas, regiões glútea e genital.
É crucial tratar todos os contatos domiciliares, sintomáticos ou não, devido ao longo período de incubação assintomático da doença e à alta transmissibilidade, prevenindo reinfestações e a perpetuação do ciclo.
O tratamento tópico mais comum é a permetrina a 5%, aplicada no corpo todo (exceto face e couro cabeludo em adultos), repetida em 7 dias. Em casos selecionados, pode-se usar ivermectina oral.
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