Impetigo em Crianças: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Você atende um menino de três anos de idade com queixa de "feridas" em membros inferiores há 5 dias. Ao exame físico, apresenta lesões eritemato papulosas de 0,5 cm, recobertas por crostas melicéricas em superfície extensora das pernas. Qual o diagnóstico mais provável e possível tratamento para esse quadro?

Alternativas

  1. A) Impetigo; antibiótico tópico.
  2. B) Dermatite atópica; hidratação da pele.
  3. C) Varicela; limpeza das lesões.
  4. D) Prurigo estrófulo; antialérgico tópico.

Pérola Clínica

Lesões eritemato-papulosas com crostas melicéricas em criança → Impetigo, tratar com antibiótico tópico.

Resumo-Chave

A presença de crostas melicéricas (cor de mel) sobre lesões eritemato-papulosas é um sinal patognomônico de impetigo, uma infecção bacteriana superficial da pele. O tratamento inicial para impetigo localizado é geralmente com antibióticos tópicos, como mupirocina ou ácido fusídico.

Contexto Educacional

O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, comum em crianças, especialmente em ambientes quentes e úmidos. É causado principalmente por Staphylococcus aureus e, em menor grau, por Streptococcus pyogenes. As lesões típicas são pápulas e vesículas que rapidamente se transformam em pústulas e, ao se romperem, formam as características crostas melicéricas, que são amareladas e aderentes, lembrando mel seco. O reconhecimento dessas crostas é fundamental para o diagnóstico correto. O diagnóstico do impetigo é predominantemente clínico. O tratamento visa erradicar a bactéria, prevenir a disseminação e evitar complicações. Para casos localizados e não extensos, o uso de antibióticos tópicos como mupirocina ou ácido fusídico é a primeira linha de tratamento. É importante orientar os pais sobre a higiene das lesões e das mãos para evitar a autoinoculação e a transmissão para outras crianças. Em situações de lesões extensas, impetigo bolhoso, ou quando há falha do tratamento tópico, a antibioticoterapia sistêmica torna-se necessária. Antibióticos como cefalexina ou amoxicilina/clavulanato são opções comuns. Embora geralmente benigno, o impetigo pode, em raras ocasiões, levar a complicações como celulite, linfangite e, no caso de infecções por Streptococcus pyogenes, glomerulonefrite pós-estreptocócica, reforçando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do impetigo?

O impetigo é caracterizado por lesões eritematosas, pápulas ou vesículas que rapidamente evoluem para pústulas e, em seguida, rompem-se, formando as típicas crostas melicéricas (cor de mel). As lesões são geralmente pruriginosas e podem se espalhar por autoinoculação.

Qual o tratamento de primeira linha para impetigo localizado?

Para impetigo localizado, o tratamento de primeira linha é com antibióticos tópicos, como mupirocina 2% ou ácido fusídico, aplicados 2 a 3 vezes ao dia por 5 a 7 dias. A limpeza das lesões com água e sabão antes da aplicação é importante.

Quando o tratamento sistêmico é necessário para o impetigo?

O tratamento sistêmico com antibióticos orais (ex: cefalexina, amoxicilina/clavulanato) é indicado para impetigo extenso, lesões múltiplas, falha do tratamento tópico, ou em casos de impetigo bolhoso. É crucial para prevenir complicações e disseminação.

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