UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Paciente vivendo com HIV até então assintomático, com contagem de linfócitos T CD4 de 98 células/mm³. Além de iniciar o esquema terapêutico antirretroviral, quais medicamentos estão indicados para profilaxias de doenças oportunistas?
CD4 < 100 em HIV+ → Profilaxia para Pneumocistose (SMX-TMP) + Tratamento de ILTB (Rifapentina + Isoniazida).
Pacientes com imunossupressão avançada (CD4 < 100) necessitam de profilaxia primária para PJP e Toxoplasmose, além de tratamento para tuberculose latente conforme protocolos atuais.
O manejo do paciente com HIV e contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm³ exige vigilância extrema para infecções oportunistas. A Pneumocistose continua sendo uma das principais causas de insuficiência respiratória e óbito nessa população, justificando o uso universal de SMX-TMP. A tuberculose é a principal causa de morte em pessoas vivendo com HIV no mundo. Por isso, a estratégia de 'Tratamento como Prevenção' para ILTB evoluiu para incluir pacientes com imunossupressão grave mesmo sem evidência de teste cutâneo positivo, devido à alta probabilidade de falso-negativos (anergia) e ao risco iminente de reativação ou progressão da doença.
O SMX-TMP é utilizado como profilaxia primária para a pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP) em pacientes com CD4 < 200 células/mm³. Além disso, em pacientes com CD4 < 100 células/mm³ e sorologia IgG positiva para Toxoplasma gondii, ele também atua na prevenção da neurotoxoplasmose. Também confere proteção adicional contra algumas infecções bacterianas respiratórias e isosporíase.
As diretrizes atuais (como as do Ministério da Saúde do Brasil) recomendam o tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em pacientes vivendo com HIV com CD4 ≤ 350 células/mm³, independentemente do teste tuberculínico (PPD) ou IGRA, após descartar TB ativa. O esquema preferencial moderno é a combinação de Rifapentina + Isoniazida (esquema 3HP) uma vez por semana por 12 semanas.
As profilaxias podem ser suspensas quando o paciente apresenta resposta imunológica satisfatória à Terapia Antirretroviral (TARV), geralmente definida como uma contagem de linfócitos T CD4 > 200 células/mm³ por pelo menos 3 a 6 meses, associada à carga viral indetectável.
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