Vitreorretinopatia Proliferativa (PVR): Causa de Recidiva

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

Em paciente com recidiva do descolamento de retina que ocorreu após 60 dias da cirurgia, a causa mais provável é:

Alternativas

  1. A) Buraco de mácula secundário.
  2. B) Vitreorretinopatia proliferativa.
  3. C) Rotura retiniana primária não bloqueada.
  4. D) Exsudação secundária ao excesso de fotocoagulação.

Pérola Clínica

Recidiva tardia de descolamento de retina (>4-6 semanas) = Vitreorretinopatia Proliferativa (PVR).

Resumo-Chave

A Vitreorretinopatia Proliferativa (PVR) é a principal causa de falha cirúrgica tardia no tratamento do descolamento de retina, caracterizada por membranas contráteis.

Contexto Educacional

A Vitreorretinopatia Proliferativa (PVR) representa o maior desafio biológico na cirurgia de retina. Enquanto falhas precoces (dias) geralmente se devem a roturas não detectadas ou bloqueio inadequado, falhas após 1 a 2 meses são classicamente decorrentes da contração de membranas fibrovasculares. A fisiopatologia envolve a quebra da barreira hemato-retiniana, permitindo que citocinas inflamatórias estimulem a transformação epitélio-mesenquimal das células do EPR. O manejo exige experiência cirúrgica para dissecar membranas sem causar novas iatrogenias, sendo o prognóstico visual muitas vezes reservado devido à natureza crônica da tração e danos fotorreceptores.

Perguntas Frequentes

O que causa a Vitreorretinopatia Proliferativa (PVR)?

A PVR é um processo de cicatrização anômalo que ocorre após um descolamento de retina ou cirurgia vitreorretiniana. Células do epitélio pigmentado da retina (EPR), células gliais e fibroblastos migram para as superfícies interna e externa da retina e para a cavidade vítrea. Lá, elas proliferam e formam membranas contráteis que exercem tração mecânica sobre a retina, levando à sua redetachment.

Quais os sinais clínicos de PVR ao exame de fundo de olho?

Os sinais incluem a presença de pigmento no vítreo (sinal de Schaffer), dobras retinianas fixas, tortuosidade vascular aumentada, rigidez da retina e membranas visíveis que podem causar tração estática. A classificação da PVR varia de A (mínima) a C (membranas densas com dobras em quadrantes), orientando o prognóstico cirúrgico.

Como prevenir ou tratar a PVR?

A prevenção foca na técnica cirúrgica meticulosa, fechamento efetivo de todas as roturas e controle da inflamação intraocular. Uma vez estabelecida a PVR severa, o tratamento é cirúrgico via vitrectomia posterior para remoção (peeling) das membranas, uso de tamponantes de longo prazo (como óleo de silicone) e, por vezes, retinectomias para liberar a tração.

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