CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Quanto à vitrectomia, podemos afirmar:
Vitrectomia padrão → 3 esclerotomias (nasal sup, temporal sup e temporal inf) a 3,5-4mm do limbo.
A técnica de três vias permite a infusão constante de fluido, iluminação endo-ocular e a manipulação de instrumentos para remoção do vítreo e tratamento da retina.
A vitrectomia via pars plana (VVPP) revolucionou o tratamento de patologias do segmento posterior. A localização das esclerotomias na pars plana é estratégica para acessar a cavidade vítrea sem danificar a retina funcional ou o cristalino. Os avanços em calibres (23G, 25G e 27G) permitiram cirurgias sem sutura, reduzindo a inflamação pós-operatória. O domínio dos substitutos vítreos (gás, óleo de silicone) e adjuvantes (PFCL, corantes) é essencial para o sucesso no manejo de descolamentos complexos e hemorragias vítreas.
As incisões (esclerotomias) são feitas na pars plana, geralmente entre 3,5 mm e 4,0 mm do limbo em olhos fálquicos (para evitar o cristalino) e 3,0 mm em olhos pseudofálquicos. A configuração clássica utiliza três portas: uma para infusão e duas para instrumentos/luz.
O perfluorocarbono líquido (PFCL) é um líquido pesado e transparente usado transoperatoriamente para estabilizar a retina posterior, drenar fluido sub-retiniano através de rupturas periféricas e 'desdobrar' retinas descoladas. Ele deve ser removido ao final da cirurgia.
Sistemas de grande angular (como o BIOM ou EIBOS) são preferidos para visualização da periferia retiniana e em casos de descolamento de retina. Em cirurgias maculares finas (peeling de membrana), lentes de contato de plano-concavas podem oferecer maior detalhamento central.
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