CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Dos pacientes abaixo, qual tem a indicação mais precisa de vitrectomia posterior?
EMD com tração vitreomacular refratário → Indicação clássica de vitrectomia posterior.
A vitrectomia posterior é indicada no edema macular diabético quando existe um componente mecânico (tração) evidente que impede a resposta ao tratamento clínico com anti-VEGF ou laser.
A vitrectomia via pars plana (VVPP) revolucionou o tratamento das complicações da retinopatia diabética. Embora o tratamento de primeira linha para o edema macular diabético (EMD) seja farmacológico, a interface vitreorretiniana desempenha um papel fundamental em casos recalcitrantes. Estudos como os do DRCR.net demonstram que pacientes com evidência de tração na Tomografia de Coerência Óptica (OCT) se beneficiam da remoção do vítreo posterior e da membrana limitante interna. A decisão cirúrgica deve equilibrar os riscos de catarata e glaucoma neovascular contra o potencial de ganho visual.
A indicação mais precisa ocorre quando o edema macular diabético está associado a uma tração vitreomacular ou membrana epirretiniana clinicamente significativa, especialmente se for refratário ao tratamento clínico padrão com injeções intravítreas de anti-VEGF ou corticoides.
A tração exercida pelo vítreo posterior ou por membranas fibróticas sobre a mácula causa estresse mecânico e inflamação local, mantendo a permeabilidade vascular aumentada. A remoção cirúrgica do vítreo (hialoidectomia posterior) alivia essa tensão, permitindo a redução do edema.
Não. Em casos de hemorragia vítrea por retinopatia diabética, a conduta inicial pode ser a observação para permitir a reabsorção, a menos que haja descolamento de retina tracional ameaçando a mácula, hemorragia densa persistente ou impossibilidade de realizar panfotocoagulação a laser.
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