CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Das imagens abaixo, a condição que menos provavelmente será tratada com vitrectomia posterior é:
Vitrectomia posterior → indicada para patologias do segmento posterior (DR, hemorragia, buracos).
A vitrectomia via pars plana (VVPP) é o procedimento de escolha para remover o humor vítreo e tratar patologias da interface vitreorretiniana ou descolamentos complexos.
A vitrectomia posterior via pars plana revolucionou o tratamento de doenças da retina. O procedimento envolve a inserção de trocartes na esclera (geralmente 3, para infusão, luz e o vitreótomo) para remover o gel vítreo. Isso permite o acesso direto à retina para realizar manobras como peeling de membranas, endolaser e aplicação de tamponantes (gás ou óleo de silicone). Na prática clínica, a identificação correta da patologia através de mapeamento de retina e exames complementares como OCT e ultrassonografia é crucial. A questão aborda o discernimento visual de patologias; condições que não envolvem tração, rotura ou opacidade vítrea significativa geralmente não se beneficiam da vitrectomia, priorizando-se tratamentos menos invasivos ou observação.
As indicações clássicas incluem descolamento de retina (especialmente regmatogênicos complexos, tracionais ou por buraco macular), hemorragia vítrea persistente que impede a visão ou o tratamento de base, membranas epirretinianas com distorção visual (metamorfopsia), buracos maculares idiopáticos e endoftalmites graves para limpeza de debris e coleta de material.
Em casos de lesões retinianas estáveis, como nevos de coroide, pequenos descolamentos serosos que podem responder a tratamento clínico, ou degenerações periféricas sem rotura ativa, a vitrectomia não é indicada. Além disso, opacidades vítreas leves ou hemorragias vítreas em fase inicial sem descolamento de retina associado podem ser observadas antes da decisão cirúrgica.
As complicações incluem a formação acelerada de catarata (quase universal em pacientes fácicos após alguns anos), descolamento de retina iatrogênico, hemorragia intraocular, glaucoma secundário e, raramente, endoftalmite infecciosa. O balanço risco-benefício deve ser cuidadosamente avaliado pelo cirurgião de retina.
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