Indicações e Contraindicações da Vitrectomia Posterior

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

Das imagens abaixo, a condição que menos provavelmente será tratada com vitrectomia posterior é:

Alternativas

  1. A) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2022/alt-2022-teorico-pratica-024-1.jpeg
  2. B) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2022/alt-2022-teorico-pratica-024-2.jpeg
  3. C) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2022/alt-2022-teorico-pratica-024-3.jpeg
  4. D) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2022/alt-2022-teorico-pratica-024-4.jpeg

Pérola Clínica

Vitrectomia posterior → indicada para patologias do segmento posterior (DR, hemorragia, buracos).

Resumo-Chave

A vitrectomia via pars plana (VVPP) é o procedimento de escolha para remover o humor vítreo e tratar patologias da interface vitreorretiniana ou descolamentos complexos.

Contexto Educacional

A vitrectomia posterior via pars plana revolucionou o tratamento de doenças da retina. O procedimento envolve a inserção de trocartes na esclera (geralmente 3, para infusão, luz e o vitreótomo) para remover o gel vítreo. Isso permite o acesso direto à retina para realizar manobras como peeling de membranas, endolaser e aplicação de tamponantes (gás ou óleo de silicone). Na prática clínica, a identificação correta da patologia através de mapeamento de retina e exames complementares como OCT e ultrassonografia é crucial. A questão aborda o discernimento visual de patologias; condições que não envolvem tração, rotura ou opacidade vítrea significativa geralmente não se beneficiam da vitrectomia, priorizando-se tratamentos menos invasivos ou observação.

Perguntas Frequentes

Quais as principais indicações da vitrectomia posterior?

As indicações clássicas incluem descolamento de retina (especialmente regmatogênicos complexos, tracionais ou por buraco macular), hemorragia vítrea persistente que impede a visão ou o tratamento de base, membranas epirretinianas com distorção visual (metamorfopsia), buracos maculares idiopáticos e endoftalmites graves para limpeza de debris e coleta de material.

Quando a vitrectomia não é a primeira escolha?

Em casos de lesões retinianas estáveis, como nevos de coroide, pequenos descolamentos serosos que podem responder a tratamento clínico, ou degenerações periféricas sem rotura ativa, a vitrectomia não é indicada. Além disso, opacidades vítreas leves ou hemorragias vítreas em fase inicial sem descolamento de retina associado podem ser observadas antes da decisão cirúrgica.

Quais as complicações potenciais da vitrectomia?

As complicações incluem a formação acelerada de catarata (quase universal em pacientes fácicos após alguns anos), descolamento de retina iatrogênico, hemorragia intraocular, glaucoma secundário e, raramente, endoftalmite infecciosa. O balanço risco-benefício deve ser cuidadosamente avaliado pelo cirurgião de retina.

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