UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
RN de 39 semanas, com peso de nascimento de 3450 g, foi amamentado na primeira hora de vida.A prescrição de vitamina K injetável é indicada para prevenção da
Vitamina K injetável em RN previne a forma clássica da Doença Hemorrágica do Recém-Nascido.
A administração de vitamina K injetável ao recém-nascido na primeira hora de vida é uma medida profilática essencial para prevenir a Doença Hemorrágica do Recém-Nascido (DHPRN), especialmente a forma clássica, que ocorre entre o 2º e o 7º dia de vida.
A Doença Hemorrágica do Recém-Nascido (DHPRN) é uma coagulopatia grave e potencialmente fatal, causada pela deficiência de vitamina K, essencial para a síntese dos fatores de coagulação II, VII, IX e X. Recém-nascidos são particularmente vulneráveis devido à baixa transferência placentária de vitamina K, imaturidade hepática e esterilidade intestinal ao nascimento, que impede a produção bacteriana de vitamina K. A profilaxia com vitamina K ao nascimento é uma das intervenções mais eficazes e rotineiras na neonatologia. A DHPRN é classificada em três formas: precoce (primeiras 24 horas, geralmente associada ao uso materno de medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina K, como anticonvulsivantes), clássica (entre o 2º e o 7º dia de vida, a mais comum e prevenível pela dose única de vitamina K ao nascimento) e tardia (após 2 semanas até 6 meses, mais frequente em bebês amamentados exclusivamente e com alguma condição que afete a absorção de vitamina K, como colestase). A forma clássica é a principal alvo da profilaxia universal. A administração de vitamina K (1 mg IM para RN a termo e 0,5 mg IM para prematuros) na primeira hora de vida é uma prática padrão que previne eficazmente a forma clássica da DHPRN, reduzindo drasticamente a morbimortalidade associada a sangramentos, especialmente intracranianos. É um procedimento simples, seguro e de grande impacto na saúde neonatal, sendo um pilar do cuidado ao recém-nascido.
A principal causa da DHPRN é a deficiência de vitamina K, um fator essencial para a síntese hepática de fatores de coagulação (II, VII, IX, X), que são naturalmente baixos no RN devido à imaturidade hepática e baixa transferência placentária.
As três formas são: precoce (0-24h, associada a medicamentos maternos), clássica (2-7 dias, deficiência de vitamina K não profilatizada) e tardia (2 semanas-6 meses, associada a má absorção de vitamina K, geralmente em aleitamento materno exclusivo).
A via injetável (intramuscular) garante a absorção completa e rápida da vitamina K, sendo mais eficaz na prevenção da DHPRN, especialmente a forma clássica, em comparação com a via oral, que pode ter absorção variável e requer doses repetidas.
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