Vitamina D em Recém-Nascidos: Avaliação e Classificação

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

A respeito da avaliação e classificação do status da vitamina D em recém-nascidos, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Independentemente do grupo de risco, nos RNPTs, principalmente naqueles de muito baixo peso, não há necessidade de avaliar as concentrações séricas de 25(OH)D.
  2. B) Segundo a OMS, é recomendada a classificação do status de vitamina D com base nos níveis sérios da 25(OH)D.
  3. C) É considerado como status suficientes níveis séricos de 25(OH)D > 100nmol/L.
  4. D) É considerado como status insuficientes níveis séricos de 25(OH)D < 20nmol/L.

Pérola Clínica

Status vitamina D em RN = avaliado por 25(OH)D sérica; deficiência <50 nmol/L, insuficiência 50-74 nmol/L.

Resumo-Chave

A avaliação do status de vitamina D em recém-nascidos é crucial, especialmente em grupos de risco como prematuros. A dosagem sérica de 25(OH)D é o melhor marcador, refletindo as reservas corporais e a exposição. A deficiência pode levar a raquitismo e outras complicações.

Contexto Educacional

A vitamina D desempenha um papel fundamental na saúde óssea e em diversas funções não esqueléticas, como imunidade e desenvolvimento neurológico, desde a vida intrauterina. Em recém-nascidos, o status de vitamina D é diretamente influenciado pelo status materno e pela exposição pós-natal. A deficiência de vitamina D é um problema de saúde pública global, com alta prevalência em gestantes e, consequentemente, em seus filhos, especialmente em prematuros e recém-nascidos de muito baixo peso, que possuem reservas menores e maiores demandas. A avaliação do status de vitamina D é realizada pela dosagem sérica da 25-hidroxivitamina D [25(OH)D], também conhecida como calcidiol. Esta é a forma circulante de vitamina D com maior concentração e meia-vida mais longa, refletindo de forma mais precisa as reservas corporais de vitamina D, tanto a proveniente da dieta quanto a sintetizada na pele. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras sociedades médicas recomendam a 25(OH)D como o principal biomarcador para a classificação do status de vitamina D, diferenciando deficiência, insuficiência e suficiência com base em valores de corte específicos. A suplementação de vitamina D é uma medida preventiva essencial para recém-nascidos, especialmente aqueles em aleitamento materno exclusivo, que não recebem quantidades adequadas pela dieta. A dose e a duração da suplementação variam conforme as diretrizes locais e o risco individual do neonato. É crucial que profissionais de saúde estejam cientes das recomendações atuais para a avaliação, classificação e manejo da vitamina D em recém-nascidos, a fim de prevenir complicações como o raquitismo nutricional e garantir um desenvolvimento saudável.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da vitamina D para o recém-nascido?

A vitamina D é essencial para a absorção de cálcio e fósforo, crucial para o desenvolvimento ósseo e mineralização. Também desempenha papéis importantes na função imunológica e no desenvolvimento neurológico do recém-nascido.

Por que a 25(OH)D é o melhor indicador do status de vitamina D?

A 25(OH)D (calcidiol) é o melhor indicador porque reflete tanto a vitamina D obtida pela dieta quanto a sintetizada na pele, além de ter uma meia-vida mais longa que a 1,25(OH)2D (calcitriol), que é a forma ativa e regulada.

Quais são os riscos da deficiência de vitamina D em recém-nascidos?

A deficiência de vitamina D em recém-nascidos pode levar a raquitismo nutricional, hipocalcemia neonatal, convulsões e, a longo prazo, pode estar associada a maior risco de doenças autoimunes e infecções.

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