HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
A vitamina que deve ser aplicada obrigatoriamente em todos os recém-nascidos logo após o nascimento e antes da alta da maternidade é:
Vitamina K IM obrigatória em RN para prevenir doença hemorrágica por deficiência de Vit K.
A vitamina K é essencial para a síntese de fatores de coagulação (II, VII, IX, X) no fígado. Recém-nascidos têm baixas reservas de vitamina K e uma flora intestinal imatura que ainda não produz vitamina K suficiente, tornando-os suscetíveis à Doença Hemorrágica do Recém-Nascido (DHRN). A administração profilática é crucial.
A administração profilática de vitamina K ao recém-nascido é uma das intervenções mais importantes e universalmente recomendadas nos cuidados imediatos pós-parto. Essa prática visa prevenir a Doença Hemorrágica do Recém-Nascido (DHRN), uma condição grave e potencialmente fatal causada pela deficiência de vitamina K, essencial para a síntese de fatores de coagulação no fígado. A DHRN pode se manifestar de forma precoce, clássica ou tardia, com sangramentos em diversos sítios, incluindo o sistema nervoso central. A fisiopatologia da DHRN reside na imaturidade hepática do recém-nascido e na baixa transferência placentária de vitamina K, além da ausência de uma flora intestinal estabelecida que produza vitamina K endogenamente. Esses fatores combinados resultam em níveis insuficientes de fatores de coagulação vitamina K-dependentes (II, VII, IX, X), aumentando o risco de hemorragias. A profilaxia com vitamina K é uma medida simples, segura e altamente eficaz para mitigar esse risco. A conduta padrão é a administração de 1 mg de vitamina K por via intramuscular (IM) em dose única, logo após o nascimento e antes da alta da maternidade. Essa medida é crucial para garantir a hemostasia adequada e prevenir complicações hemorrágicas que poderiam ter consequências devastadoras para o neonato. A compreensão da importância e da fisiologia por trás dessa profilaxia é fundamental para todos os profissionais de saúde que atuam na assistência ao recém-nascido.
Recém-nascidos têm baixas reservas de vitamina K ao nascer, pois a transferência placentária é limitada e a flora intestinal, responsável pela produção endógena, ainda é imatura. Isso os torna vulneráveis à Doença Hemorrágica do Recém-Nascido (DHRN).
A dose padrão é de 1 mg de vitamina K por via intramuscular (IM) em dose única, administrada logo após o nascimento e antes da alta da maternidade. Para RN com peso < 1500g, a dose pode ser de 0,5 mg IM.
A deficiência de vitamina K pode levar à Doença Hemorrágica do Recém-Nascido (DHRN), que se manifesta por sangramentos em diversos locais, incluindo trato gastrointestinal, pele, cordão umbilical e, mais gravemente, hemorragia intracraniana, que pode ser fatal ou causar sequelas neurológicas permanentes.
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