PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
“Vitamina cuja deficiência provoca fenômenos hemorrágicos espontâneos ou provocados. Pode ocorrer quando há restrição dietética da vitamina, modificação da microbiota intestinal, má absorção de lipídeos e doenças hepáticas avançadas”. Essa descrição corresponde à
Deficiência Vitamina K → ↓ Fatores coagulação (II, VII, IX, X) → Fenômenos hemorrágicos.
A vitamina K é essencial para a síntese hepática de fatores de coagulação (II, VII, IX, X) e proteínas anticoagulantes (C e S). Sua deficiência, seja por dieta, má absorção de gorduras, uso de antibióticos que afetam a microbiota intestinal ou doença hepática, leva a distúrbios hemorrágicos.
A vitamina K é uma vitamina lipossolúvel essencial para a hemostasia, atuando como cofator na gama-carboxilação de resíduos de ácido glutâmico em proteínas específicas. Essa modificação pós-traducional é crucial para a ativação de vários fatores de coagulação (II, VII, IX, X) e proteínas anticoagulantes (C e S), que são sintetizados no fígado. A fisiopatologia da deficiência de vitamina K leva à produção de fatores de coagulação inativos, resultando em uma coagulopatia que se manifesta por fenômenos hemorrágicos. As causas são variadas e incluem restrição dietética, especialmente em neonatos (doença hemorrágica do recém-nascido), má absorção de lipídeos (em doenças como fibrose cística, doença celíaca, colestase), uso prolongado de antibióticos que alteram a microbiota intestinal (principal fonte endógena de vitamina K2) e doenças hepáticas avançadas, que comprometem a síntese dos fatores de coagulação. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames laboratoriais, como o tempo de protrombina (TP) e o INR prolongados, que se corrigem rapidamente com a administração de vitamina K. O tratamento envolve a suplementação de vitamina K, que pode ser oral ou parenteral, dependendo da gravidade do sangramento e da causa subjacente da deficiência.
A vitamina K é crucial para a carboxilação dos fatores de coagulação II (protrombina), VII, IX e X, além das proteínas anticoagulantes C e S. Sem ela, esses fatores são inativos.
As causas incluem ingestão dietética insuficiente, má absorção de gorduras (doenças biliares, pancreáticas, celíaca), uso prolongado de antibióticos (que alteram a microbiota intestinal produtora de vitamina K) e doenças hepáticas avançadas (que prejudicam a síntese dos fatores).
A deficiência de vitamina K se manifesta com sangramentos anormais, como equimoses, petéquias, epistaxe, sangramento gastrointestinal, hematúria e, em casos graves, hemorragias intracranianas.
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