SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023
Dona Vera tem 86 anos, é hipertensa e diabética. Já fora avaliada pela equipe em outros momentos, mas, por causa da pandemia de COVID 19, estava apenas renovando as receitas sem passar por consulta há cerca de 2 anos. Durante a consulta você a percebe muito confusa com os medicamentos que faz uso e com hematomas nas pernas e nos braços. A pressão arterial está aumentada (150/90 mmHg) e o aparelho de glícemia capilar marcou 198. Ela mora sozinha, mas seus dois filhos residem na mesma comunidade. Sobre o cuidado da Dona Vera, é correto afirmar:
Idoso com confusão medicamentosa + hematomas + mora sozinho → VD para avaliar ambiente e risco de quedas.
Em idosos que moram sozinhos, a presença de confusão medicamentosa e hematomas deve levantar a suspeita de quedas ou negligência. A visita domiciliar é uma ferramenta essencial da Atenção Primária para avaliar o ambiente, identificar riscos e planejar intervenções que promovam a segurança e a autonomia do paciente.
A população idosa é crescente, e muitos idosos, como Dona Vera, vivem sozinhos, o que pode aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde e sociais. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel fundamental no cuidado integral desses pacientes, e a visita domiciliar (VD) é uma ferramenta poderosa para além do consultório. A fisiopatologia dos hematomas em idosos pode ser multifatorial, incluindo fragilidade capilar, uso de anticoagulantes/antiagregantes, e, crucialmente, quedas. A confusão medicamentosa, comum na polifarmácia, eleva o risco de erros na administração e efeitos adversos. A VD permite a avaliação do ambiente doméstico para identificar riscos de quedas (tapetes soltos, iluminação inadequada, escadas) e a observação direta da rotina do idoso, que não seria possível na consulta ambulatorial. Para residentes, a VD é uma oportunidade de desenvolver uma visão holística do paciente, integrando aspectos clínicos, sociais e ambientais. A identificação precoce de riscos como quedas e a intervenção no domicílio podem prevenir hospitalizações, melhorar a qualidade de vida e manter a autonomia do idoso. A equipe de saúde da família (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, ACS) atua de forma integrada nesse processo.
Os principais objetivos incluem avaliar o ambiente físico para riscos de quedas, verificar a adesão medicamentosa, identificar sinais de negligência ou maus-tratos, avaliar o suporte social e familiar, e planejar intervenções para promover a autonomia e segurança do idoso.
A polifarmácia (uso de múltiplos medicamentos) em idosos aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, confusão e quedas. A conduta envolve a revisão da lista de medicamentos, desprescrição de fármacos desnecessários e simplificação do regime terapêutico.
Sinais como confusão mental, tontura, fraqueza muscular, alterações da marcha e equilíbrio, uso de múltiplos medicamentos, e um ambiente doméstico com obstáculos ou iluminação inadequada devem levantar a suspeita de risco de quedas.
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