CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação às propriedades dos viscoelásticos, é correto afirmar que:
Coesivos (alto peso) mantêm espaços; Dispersivos (baixo peso) protegem o endotélio.
Viscoelásticos coesivos possuem alta viscosidade e alto peso molecular, sendo ideais para criar espaço e fáceis de remover em bloco.
Os dispositivos viscocirúrgicos oftálmicos (OVDs) revolucionaram a cirurgia de segmento anterior. A escolha do viscoelástico depende do objetivo cirúrgico: estabilidade de volume (coesivos) ou proteção de superfície (dispersivos). O uso inadequado ou a remoção incompleta de viscoelásticos coesivos pode levar a picos de pressão intraocular no pós-operatório imediato. Já os dispersivos, embora protejam melhor o endotélio em cataratas duras, exigem uma limpeza mais meticulosa para evitar complicações inflamatórias.
Os viscoelásticos coesivos, como o hialuronato de sódio de alta concentração, possuem cadeias moleculares longas e alto peso molecular. Eles tendem a se manter unidos, o que os torna excelentes para manter a profundidade da câmara anterior e realizar a capsulorrexe, além de serem facilmente removidos em bloco ao final da cirurgia.
Os dispersivos possuem cadeias curtas e baixo peso molecular, o que permite que eles se espalhem e 'colem' nas estruturas oculares, como o endotélio corneano. São indicados para proteção tecidual durante a facoemulsificação, pois não são aspirados facilmente pela ponta do faco, permanecendo no olho durante o procedimento.
É uma técnica que utiliza ambos os tipos de viscoelásticos: injeta-se primeiro um dispersivo para revestir e proteger o endotélio e, em seguida, um coesivo para preencher a câmara anterior e achatar a cápsula anterior do cristalino, aproveitando o melhor de cada propriedade.
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