Exame do Paciente com Visão Subnormal: Melhores Práticas

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012

Enunciado

Em relação ao exame do paciente com visão subnormal, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) As técnicas para a avaliação do campo visual são diferentes daquelas utilizadas em pacientes com boa acuidade visual, sendo a perimetria de Goldman contraindicada
  2. B) Projetores de optótipos não são os instrumentos usualmente indicados para a medida da acuidade visual
  3. C) Para a medida da acuidade visual, pode aproximar-se a tabela de optótipos, respeitando-se a distância mínima de três metros
  4. D) Para a avaliação da visão de cores, o teste de Ishihara é bem indicado, exceto nos pacientes com acuidade visual menor que 0,3

Pérola Clínica

Visão subnormal → Usar tabelas impressas (ETDRS) a distâncias menores; projetores têm baixo contraste.

Resumo-Chave

Pacientes com baixa visão necessitam de testes com alto contraste e distâncias reduzidas. Projetores de optótipos perdem contraste e não são ideais para esses casos.

Contexto Educacional

A avaliação de pacientes com visão subnormal (baixa visão) difere significativamente do exame oftalmológico de rotina. A visão subnormal é definida como uma acuidade visual corrigida inferior a 20/60 (0,3) ou um campo visual menor que 20 graus no melhor olho, após tratamento médico ou cirúrgico. O objetivo do exame não é apenas diagnosticar a patologia, mas quantificar a função visual residual para fins de reabilitação. A perimetria de Goldmann (cinética) é frequentemente utilizada e muito útil nesses casos, pois permite mapear ilhas de visão periférica que a perimetria computadorizada estática pode ignorar. Na refração, utiliza-se frequentemente o 'jacksons cross cylinder' de maior potência e mudanças maiores de lentes esféricas para que o paciente perceba a diferença, respeitando o limiar de sensibilidade do indivíduo.

Perguntas Frequentes

Por que projetores não são indicados na visão subnormal?

Projetores de optótipos geralmente apresentam baixo contraste e iluminação variável, o que prejudica a avaliação precisa em pacientes com visão subnormal, que já possuem sensibilidade ao contraste reduzida. O padrão-ouro é o uso de tabelas impressas de alto contraste, como a ETDRS ou a tabela de Bailey-Lovie, que permitem maior controle sobre a luminância e o tamanho real do optótipo apresentado ao paciente.

Como deve ser medida a acuidade visual nesses pacientes?

A medida deve ser feita preferencialmente a distâncias menores que os 6 metros convencionais (ex: 4m, 3m, 2m ou 1m), aproximando a tabela do paciente até que ele consiga identificar os optótipos maiores. É fundamental registrar a distância utilizada (ex: 3/60 em vez de apenas 0,05) para permitir o cálculo correto da magnificação necessária para auxílios ópticos. Tabelas com progressão logarítmica (LogMAR) são as mais indicadas.

O teste de Ishihara pode ser usado na baixa visão?

O teste de Ishihara é desenhado para detectar deficiências congênitas do eixo verde-vermelho e exige uma acuidade visual mínima (geralmente superior a 0,3 ou 20/60) para que o paciente consiga distinguir os números ou caminhos entre os pontos coloridos. Em pacientes com visão muito baixa, o teste perde a validade, sendo preferíveis testes de peças maiores ou o teste de Farnsworth-Munsell 100-Hue, se a visão permitir.

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