CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Quanto à visão subnormal:
Reabilitação visual = Auxílios ópticos (lentes) + Auxílios não ópticos (ambiente).
O tratamento da visão subnormal combina auxílios ópticos (lupas, telescópios) e não ópticos (iluminação, contraste, ampliação de fontes) para maximizar o potencial visual residual do paciente.
A visão subnormal é definida como uma acuidade visual ou campo visual reduzido que não pode ser corrigido por métodos convencionais (óculos, lentes de contato ou cirurgia), mas onde ainda existe visão útil. A reabilitação foca em utilizar a visão residual através de auxílios que aumentam o tamanho da imagem ou melhoram as condições ambientais. O sucesso depende da motivação do paciente e da escolha adequada do dispositivo para cada tarefa específica (perto, intermediário ou longe).
São recursos que não utilizam lentes para melhorar a função visual. Exemplos incluem o controle de iluminação (luminárias de mesa), aumento do contraste (canetas de ponta grossa, papel pautado), ampliação de caracteres (livros com letras grandes), suportes para leitura (atris) e recursos tecnológicos (softwares leitores de tela).
Os telescópios (sistemas galileanos ou keplerianos) são auxílios ópticos usados principalmente para visão de longe. Eles ampliam a imagem retiniana, mas possuem a desvantagem de reduzir significativamente o campo visual e a percepção de profundidade, exigindo treinamento específico para o uso.
As lupas de mão são indicadas para tarefas de leitura rápida e pontual (ex: ler preços ou bulas). Embora portáteis, exigem coordenação motora e manutenção da distância focal correta, o que pode ser difícil para pacientes idosos com tremores ou limitações físicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo