CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Com relação ao escotoma central ou paracentral em pacientes com visão subnormal:
Escotoma central/paracentral > Acuidade visual para predizer performance de leitura em baixa visão.
A presença e localização de escotomas no campo visual central impactam mais a velocidade e fluidez da leitura do que a simples medida da acuidade visual central.
Na prática da visão subnormal, a avaliação funcional vai além da tabela de Snellen. O mapeamento do campo visual central (microperimetria) é essencial para entender os desafios do paciente. Pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) frequentemente mantêm acuidade periférica, mas perdem a capacidade de leitura devido aos escotomas centrais. O entendimento da localização do escotoma permite personalizar a estratégia de auxílio óptico. Por exemplo, se o escotoma é à direita, o paciente pode se beneficiar de prismas ou de técnicas de leitura vertical, otimizando o campo visual remanescente para as tarefas diárias.
A acuidade visual mede a resolução de um ponto fixo (fóvea), enquanto a leitura é um processo dinâmico que exige a percepção de palavras inteiras e a antecipação do texto seguinte. Um escotoma central ou à direita do ponto de fixação impede que o paciente veja a próxima palavra, quebrando a fluidez, mesmo que ele consiga ler letras isoladas com boa nitidez.
Escotomas localizados à direita da área de fixação (em línguas ocidentais) são os mais prejudiciais, pois bloqueiam a visão das palavras que o paciente está prestes a ler. Escotomas acima ou abaixo da fixação costumam permitir uma melhor adaptação através do uso de áreas retinianas preferenciais (PRL).
A reabilitação foca no treinamento da fixação excêntrica, ensinando o paciente a utilizar uma área da retina periférica saudável (Área Retiniana Preferencial) para substituir a fóvea comprometida. Além disso, utilizam-se auxílios ópticos como lupas e sistemas telescópicos para ampliar o texto e 'pular' a área do escotoma.
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