SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Após o advento da cirurgia videolaparoscópica, cujo acesso é realizado por pequenas incisões ocasionando menos dor e hospitalização mais curta, os cirurgiões têm realizado um número crescente de colecistectomias laparoscópicas. Muitas colecistectomias são realizadas por cólica biliar, mas a cirurgia pode ser executada de forma segura em um quadro de inflamação aguda. A colecistite aguda propicia um tempo operatório mais longo e uma taxa de conversão maior para um procedimento aberto do que quando a colecistectomia é realizada de forma eletiva. Com o intuito de diminuir a chance de lesão iatrogênica durante a colecistectomia videolaparoscópica é de fundamental importância uma correta dissecção para uma visão crítica de segurança. Dentre as alternativas abaixo, qual a que melhor descreve o melhor resultado de dissecção para aquisição de uma visão crítica de segurança mais adequada durante a colecistectomia videolaparoscópica?
Visão Crítica de Segurança na colecistectomia = 3 critérios: 2 estruturas tubulares entrando na vesícula + leito hepático exposto.
A Visão Crítica de Segurança (VCS) é uma técnica padronizada para prevenir lesões iatrogênicas da via biliar durante a colecistectomia laparoscópica. Ela exige a dissecção completa do triângulo hepatocístico para identificar claramente o ducto cístico e a artéria cística, e a exposição do leito hepático da vesícula biliar, garantindo que nenhuma outra estrutura seja confundida com a via biliar principal.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas não está isenta de riscos, sendo a lesão iatrogênica da via biliar uma complicação devastadora. Para mitigar esse risco, a 'Visão Crítica de Segurança' (VCS), proposta por Strasberg, tornou-se o padrão ouro na dissecção do triângulo hepatocístico. Esta técnica padronizada visa garantir a identificação inequívoca das estruturas antes da clipagem e secção. A VCS envolve três critérios essenciais: primeiro, a dissecção deve expor o ducto cístico e a artéria cística como as únicas duas estruturas tubulares que entram na vesícula biliar; segundo, a parte inferior da vesícula biliar deve ser dissecada do leito hepático, expondo o segmento V do fígado; e terceiro, o triângulo de Calot deve ser completamente limpo de gordura e tecido fibroso. A dissecção acima do sulco de Rouviere é um marco anatômico útil para evitar a via biliar principal. A obtenção da VCS é fundamental para a segurança do paciente e para a formação de cirurgiões residentes. Ela exige paciência, conhecimento anatômico e técnica apurada, sendo preferível converter para um procedimento aberto ou realizar uma colecistostomia em casos de dificuldade em atingir a VCS, a fim de evitar lesões graves. Dominar essa técnica é um pilar da cirurgia biliar segura.
Os três critérios são: 1) o ducto cístico e a artéria cística são as únicas duas estruturas entrando na vesícula biliar; 2) a parte inferior da vesícula biliar é dissecada do leito hepático, expondo o segmento V do fígado; 3) o triângulo de Calot é completamente limpo de gordura e tecido fibroso.
A VCS é crucial para reduzir drasticamente o risco de lesões iatrogênicas da via biliar principal, uma complicação grave da colecistectomia laparoscópica, ao garantir a identificação inequívoca das estruturas anatômicas.
O sulco de Rouviere é uma fissura inconstante no fígado, localizada inferiormente ao hilo hepático. Ele serve como um marco anatômico importante, pois a dissecção acima dele ajuda a evitar lesões do ducto biliar principal, que geralmente se encontra abaixo ou no nível do sulco.
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