FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Nas colecistectomia por videolaparoscopia uma das maiores complicações é a lesão inadvertida da via biliar. Para minimizar tal situação, se faz necessária a correta identificação das estruturas anatômicas durante a disseção por meio da evidência da:
Colecistectomia laparoscópica: prevenção de lesão biliar → Visão Crítica de Segurança de Strasberg.
A Visão Crítica de Segurança de Strasberg é fundamental na colecistectomia laparoscópica para identificar corretamente o ducto cístico e a artéria cística, minimizando o risco de lesão inadvertida da via biliar principal. Isso envolve a dissecção completa do triângulo de Calot até expor o leito hepático.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas a lesão inadvertida da via biliar é uma complicação grave, com incidência de 0,3% a 0,6%. Essa complicação pode levar a morbidade significativa, múltiplas reoperações e até mortalidade, sendo um desafio tanto para o cirurgião quanto para o paciente. A prevenção é a chave, e a técnica cirúrgica meticulosa é fundamental. A fisiopatologia da lesão biliar geralmente envolve a má identificação das estruturas anatômicas devido a inflamação, variações anatômicas ou sangramento. A Visão Crítica de Segurança de Strasberg é uma técnica padronizada que visa garantir a correta identificação do ducto e artéria cística, evitando a lesão do ducto hepático comum ou de outras estruturas vitais. Ela exige a exposição do leito hepático, a dissecção do triângulo de Calot e a visualização de apenas dois tubos entrando na vesícula. O tratamento de uma lesão de via biliar varia conforme a extensão e o momento do diagnóstico, podendo incluir drenagem, reparo primário ou reconstruções complexas como a hepaticojejunostomia em Y de Roux. Para residentes, dominar a Visão Crítica de Segurança é essencial para a prática cirúrgica segura e para a prevenção de complicações que podem ter um impacto devastador na vida do paciente e na carreira do cirurgião.
Os passos incluem a dissecção do terço inferior da vesícula do leito hepático, a liberação do triângulo de Calot de gordura e tecido fibroso, e a identificação de apenas dois tubos (ducto e artéria cística) entrando na vesícula.
É crucial porque a anatomia biliar pode ser variável, e a correta identificação das estruturas antes da clipagem e secção minimiza drasticamente o risco de lesões iatrogênicas dos ductos biliares principais.
As principais complicações incluem fístulas biliares, estenoses biliares, colangite, peritonite biliar e necessidade de reintervenções complexas, com alta morbidade e mortalidade.
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