FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Durante a realização de uma colecistectomia há significativo risco de lesão iatrogênica da via biliar principal. Buscando minimizar essa situação, a Visão Crítica de Segurança (proposta por Strasberg) deve ser adotada. Quais as duas estruturas que devem ser bem visualizadas nessa técnica?
Visão Crítica de Segurança (Strasberg) → identificação clara do ducto cístico e artéria cística para colecistectomia segura.
A Visão Crítica de Segurança de Strasberg é fundamental para prevenir lesões iatrogênicas da via biliar durante a colecistectomia. Ela exige a visualização de duas estruturas entrando na vesícula biliar (ducto cístico e artéria cística) e a dissecção do terço inferior da vesícula do leito hepático, expondo o triângulo de Calot.
A colecistectomia, especialmente a laparoscópica, é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns. No entanto, o risco de lesão iatrogênica da via biliar principal, embora baixo, é uma complicação devastadora. A Visão Crítica de Segurança (VCS), proposta por Strasberg, é uma técnica padronizada que visa minimizar esse risco, garantindo uma identificação anatômica inequívoca antes da secção das estruturas do pedículo vesicular. A VCS envolve três etapas essenciais: a dissecção completa do terço inferior da vesícula biliar do leito hepático, a exposição de apenas duas estruturas entrando na vesícula, e a identificação clara dessas estruturas como o ducto cístico e a artéria cística. Essa abordagem evita a "visão de segurança" inadequada, onde a identificação é feita apenas pela localização, sem a dissecção completa que revela a anatomia subjacente. Dominar a VCS é fundamental para a prática cirúrgica segura e para a formação de residentes. A falha em aplicá-la corretamente pode levar a lesões do ducto hepático comum ou do colédoco, resultando em fístulas biliares, estenoses e necessidade de cirurgias reparadoras complexas, com impacto significativo na qualidade de vida do paciente.
Os pilares são: 1) o terço inferior da vesícula biliar deve ser dissecado do leito hepático, 2) duas e apenas duas estruturas devem estar entrando na vesícula biliar, e 3) essas duas estruturas devem ser identificadas como o ducto cístico e a artéria cística.
É crucial para minimizar o risco de lesão iatrogênica da via biliar principal, uma complicação grave que pode levar a morbidade significativa e necessidade de reintervenções complexas.
As duas estruturas que devem ser claramente visualizadas e identificadas antes da clipagem e secção são o ducto cístico e a artéria cística, garantindo que não haja outras estruturas aberrantes.
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