IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Durante uma colecistectomia videolaparoscópica, para uma cirurgia segura o cirurgião deve dissecar as estruturas até que se encontre a denominada visão crítica de segurança (VCS) ou visão crítica de Strasberg, que é composta por três critérios intraoperatórios.O primeiro é que deve ser realizada dissecção do tecido fibroso e da gordura na região do trígono de Calot, expondo o ducto cístico e a artéria cística.O segundo é que deve ser realizada dissecção da porção inferior da vesícula biliar de seu leito, expondo a placa cística.O terceiro está melhor compreendido na alternativa:
VCS (Strasberg): 1) Dissecção trígono Calot; 2) Vesícula separada do leito; 3) Apenas 2 estruturas (ducto e artéria cística) entram na vesícula.
A Visão Crítica de Segurança (VCS) de Strasberg é uma técnica padronizada para prevenir lesões da via biliar durante a colecistectomia laparoscópica. Ela exige a identificação clara de apenas duas estruturas (ducto cístico e artéria cística) entrando na vesícula biliar, após a dissecção do trígono de Calot e a separação da vesícula do leito hepático.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, mas não está isenta de riscos, sendo a lesão da via biliar uma das complicações mais temidas. Para mitigar esse risco, a Visão Crítica de Segurança (VCS), proposta por Strasberg, tornou-se o padrão ouro para a dissecção segura do hilo vesicular. O domínio dessa técnica é indispensável para qualquer residente em cirurgia geral. A VCS é composta por três critérios intraoperatórios que devem ser rigorosamente seguidos. O primeiro critério envolve a dissecção completa do tecido fibroso e da gordura na região do trígono de Calot, expondo claramente o ducto cístico e a artéria cística. O segundo critério exige a dissecção da porção inferior da vesícula biliar de seu leito hepático, expondo a placa cística. O terceiro e último critério, e talvez o mais importante, é a identificação inequívoca de apenas duas estruturas tubulares (o ducto cístico e a artéria cística) entrando na vesícula biliar. Somente após a confirmação desses três critérios é que o cirurgião deve proceder à ligadura e secção do ducto e da artéria cística. A falha em obter a VCS completa antes da ligadura aumenta drasticamente o risco de lesão do ducto hepático comum ou de outras estruturas vitais. A prática e o reconhecimento anatômico são essenciais para a aplicação segura da VCS, garantindo a segurança do paciente e a prevenção de complicações graves.
A VCS é uma técnica cirúrgica padronizada que visa identificar e isolar com segurança o ducto cístico e a artéria cística antes de sua ligadura e secção, minimizando o risco de lesão da via biliar principal.
Os três critérios são: 1) Dissecção do trígono de Calot para expor o ducto e a artéria cística; 2) Separação da porção inferior da vesícula do leito hepático, expondo a placa cística; e 3) Identificação de apenas duas estruturas (ducto e artéria cística) entrando na vesícula biliar.
A VCS é crucial para evitar a lesão iatrogênica do ducto biliar comum, uma complicação grave da colecistectomia que pode levar a morbidade significativa e necessidade de reintervenções complexas.
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