UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar, sobre a infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que:
Profilaxia VSR com Palivizumabe é indicada para prematuros e lactentes com cardiopatia/doença pulmonar crônica no 1º ano de vida.
O VSR é uma causa comum de infecção respiratória grave em lactentes, especialmente em grupos de alto risco como prematuros e aqueles com cardiopatia congênita. A profilaxia com palivizumabe, um anticorpo monoclonal, é crucial para reduzir a morbidade e mortalidade nesses pacientes.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a principal causa de infecções do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, como bronquiolite e pneumonia. Embora a maioria das infecções seja leve, o VSR pode causar doença grave e hospitalização, especialmente em grupos de alto risco, sendo um desafio significativo para a saúde pública. A fisiopatologia envolve a infecção das células epiteliais das vias aéreas, levando à inflamação, necrose celular, edema e produção excessiva de muco, resultando em obstrução das pequenas vias aéreas. Fatores de risco para doença grave incluem prematuridade, doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa, imunodeficiências e síndromes genéticas. A profilaxia com palivizumabe, um anticorpo monoclonal, é a principal estratégia para prevenir formas graves da doença em lactentes de alto risco. É administrado mensalmente durante a estação de circulação do VSR no primeiro ano de vida. Embora novas vacinas para gestantes e idosos estejam sendo desenvolvidas e aprovadas, a profilaxia passiva continua sendo vital para os grupos mais vulneráveis. O conhecimento dessas estratégias é crucial para residentes de pediatria.
Os principais grupos de risco incluem lactentes prematuros (especialmente < 29 semanas de IG), lactentes com doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa e imunodeficiências.
Palivizumabe é um anticorpo monoclonal que fornece imunidade passiva contra o VSR. Ele se liga a uma proteína de fusão do vírus, impedindo sua entrada nas células e a replicação viral, reduzindo a gravidade da infecção.
Atualmente, existem vacinas contra VSR aprovadas para gestantes (para proteção do bebê) e idosos em alguns países, mas a disponibilidade e implementação como estratégia de saúde pública no Brasil ainda estão em fases iniciais ou limitadas. A profilaxia com palivizumabe é a principal medida para grupos de risco.
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